quinta-feira, agosto 26, 2004

confusões desnecessárias

No verão, é normal ir sair com os amigos à noite e cometer algumas loucuras. Pensando melhor, não é só no verão, mas o ano todo. Nessas noites há sempre uns copos em excesso que estão a fazer companhia à comida de algum gajo, seja já no chão ou ainda no estômago. Neste último caso, os copos tendem a entropeçar os neurônios, quase que como possuindo a pessoa em questão. Essa pessoa acaba por ter comportamentos que mais tarde não se recordará, como por exemplo: gamar uns cinzeiros, escondê-los nas calças, dançar a noite toda com eles ali "escondidos" e flasha-los à rapariga que esteja mais à mão de semear. Nesse caso essa menina fará o "favor" de notificar os seguranças, que claramente são daquele tipo que dizem "Nós, seguranças somos pessoas muito sensíveis. Nós procuramos algo especial nas pessoas. Resumindo em duas palavras: classe, estilo e charme" do contéudo das calças. Com este panorama montado está visto que este aparato todo só pode dar merda... e deu.
Resumindo e concluindo, um conselho: Tem mais juízo porque os seguranças com aquele físico não vão ter contigo para conversar e pedir com bons modos. Pegam em ti e põem-te na rua antes que te apercebas o que se está a passar. Com sorte, não levas uns bananos no céu da boca durante o processo. Com azar, acontece-te o que cada vez se torna mais vulgar, levas um porradão de meia-noite e ninguém vê nada, claro!

quarta-feira, agosto 18, 2004

chalaça número 2

A Terese este verão fez um térérése...

sexta-feira, agosto 13, 2004

encarcerado no meio do mar num dia de azar

Fui-me deitar para descansar e fazer a viagem de Valência ao Porto a conduzir. Acordo passado umas horas e reparo que pela hora já deveria ter chegado ao porto de Valência, mas de momento não via sequer terra à vista. Querendo saber o porque da minha situação, fui falar com um membro da tripulação para me informar do que havia sucedido. Pelo que consegui entender do que me tentou explicar mal e porcamente, houve uma avaria num dos motores do barco e estávamos a andar bem devagar à cerca de algumas horas. Para além disso, já tínhamos oito (8, foda-se!) horas de atraso em relação à hora pré-determinada de chegada. Isto quer dizer que, em vez de chegar ao Porto, depois de umas horas largar de condução, lá pelas seis da manhã iria só chegar depois das catorze horas! Um pouco mais acalorado pelo momento resolvi ir deambular um pouco pelos corredores sinistros e finalmente fui parar à parte exterior do barco para tentar relaxar. Fechei os olhos, inspirei fundo algumas vezes e voltei a abrir o olhos. Fitei o mar durante vinte e tal minutos enquanto me tentava convencer que era inútil ficar muito irritado com isto, pois não havia nada que eu pudesse fazer. Sentia-me preso, impotente e revoltado. Apetecia-me mandar uns valentes bofardos ao imbecil que fez a revisão deste barco antes de ele partir. Como essa pessoa não se encontrava a bordo, tive de me contentar em matar algum tempo, se é que se o pode matar, numa mesa do bar a observar as pessoas que passavam na companhia da minha família. Após repararmos as pessoas que viajavam sós agora formavam grupos que pareciam verdadeiras tertúlias, de termos partilhado as nossas opiniões sobre como esses grupos eram definidos, acabamos por nos ir deitar frustrados na tentativa de viajar no tempo e acelerar o mais possível esta viagem miserável.
Resumindo e concluindo, estive desde as 11:30 de dia 12 de agosto até às 03:02 de dia 13 de agosto retido num barco no mar mediterrâneo. Dezasseis horas da minha juventude, que cada vez me apercebo mais que não é eterna, completamente desperdiçadas! Alguém vai pagar por isto! Iscomar, põe-te a pau seu cabrão, hei-de me vingar desta!
Ou será que isto tudo foi apenas uma questão de azar por hoje ser sexta-feira dia 13?

quinta-feira, agosto 12, 2004

protejam a paisagem e o camandro

No regresso das férias de verão com os meus pais, onde fiz um estudo intensivo juntamente com um estágio na ilha de Mallorca, consegui formular a minha opinião quanto ao topless e ao nudismo em geral praticado nas praias. Do ponto de vista de utilizador, acho muito bem que a malta se descontraia e se ponha à vontade para apanhar os seus banhos de sol como bem entenderem, mas do ponto de vista de observador, acabo por não engraçar muito com o conceito. À primeira vista toda a gente acha graça a ver uns rabos/umas mamas/uns "peluches" ao léu, mas depois de algum tempo já não tem assim tanta graça. Nem os tipos com ar de "...Tudo bem, menes? Bora lá ao café?" me faziam rir com as suas tangas à leopardo. Fartei-me de ver as tristes figuras que tantas pessoas fazem: É penduricalhos sem pelos, rabos com dobras medonhas que até deixam marca do sol no corpo, mamas que vão até ao joelhos, etc. Muito raramente aparece alguém que até vale a pena ver nú, mas na minha opinião ao ver uma rapariga que não conheço completamente despida (cuspida!?) perco grande parte do interesse. Já não a vou tentar imaginar nua, pois já a vi tal e qual ela é, e assim nada fica deixado à imaginação. Penso que isso é errado, pois se eu não imaginar algo antes e a vir logo como é, não tem metade da piada. É comparável a receber uma prenda não embrulhada, algo que a mim tira muito o gozo de a receber. É não fantasiar com o que se vai receber no Natal porque já se viu a prenda que, naturalmente, sabe muito melhor se for surpresa.
Acho que é preferível ver as meninas em bikini ou fato-de-banho porque acaba por funcionar um pouco como arame farpado a fazer de cerca. Protege a paisagem sem a danificar.

sábado, agosto 07, 2004

febre feupsteriana

Este principio de férias de verão acho que já sofri de uma espécie de febre feupsteriana. Infelizmente não sou muito dotado de capacidades de estudo e tenho mais facilidade que o comum mortal em me desconcentrar quando tenho de estudar. Toda a gente que me conhece está ciente deste facto. No verão resolvi levar comigo de férias um livro da editora "ciencia aberta" que me foi oferecido por um grande amigo para ver se me despertava algum interesse por algumas disciplinas que tenho atrasadas. O livro chama-se "cinco equações que mudaram o mundo" e nele está escrito a história da vida dos inventores, se assim se podem chamar, e de como eles chegaram às fórmulas da lei da gravitação universal, da lei da pressão hidrodinâmica, da lei da indução electromagnética, da segunda lei da termodinâmica e da teoria da relatividade retrita que trouxeram ao mundo avanços tecnológicos até agora inigualáveis! Gostei do livro de tal forma que acho que fiquei mais interessado no que ando a estudar. Fiquei até com certa pena de não ter ali comigo o meu material de Fisica dos Estados da Matéria e Electromagnetismo para ler alguns artigos relacionados com as equações que acabei de saber como nasceram. Depois desta febre de altas temperaturas, estamos a falar de uns 35ºC à sombra no minimo, acordo dentro do mar mediterrâneo, a boiar de barriga para o ar e a pensar que devia ter apanhado era sol a mais na cabeça para estar a pensar que gostava de ter aquele material comigo. Acho que no fundo este livro até me deu uma nova prespectiva de como encarar certas disciplinas que são uma seca. Tenho de respeitar uns quantos ciêntistas que fizeram de tudo para apenas trabalhar para o bem da humanidade. Fiquei a saber de amarguras que estes ciêntistas passaram. Como exemplo, o pai de Daniel Bernoulli que foi um cabrão presunçoso ao gamar os livros escritos pelo filho, ainda não publicados na altura, e escrever os dele baseados no do filho plublicando-os como dele. Claro que ele não teria conseguido esta proeza se não tivesse sido o boi do seu protegido Euler a impedir os livros de serem publicados antes dos do pai de Daniel Bernoulli.
Conclusão a tirar:
Há sacanisses que nem com o tempo morrem, dasse!

quarta-feira, agosto 04, 2004

as aparudias ilencem

Fui de férias com os meus pais. Depois de 10 horas no carro, 3 horas à espera do Ferry, mais 10 horas no dito barco e mais 1 hora de carro, chegamos ao destino. Fomos à recepção fazer o check-in, pousar as malas nos quartos e ficamos espantados com os aposentos! Eram espetaculares! Perguntamos como íamos para a praia, enquanto o meu irmão mandava uns mergulhos na piscina e nos mostrava a sua habilidade inata para fazer a baleia branca, e seguimos as indicações. Quando chegamos lá, deparamos com uma praia limpa, com um mar cristalino mas, cheio de gente. À medida que íamos avançando fomos reparando que havia imensos topless à vista. A dada altura o meu imão começa a rir porque tinha visto uma mulher (totalmente) nua. Olhamos com mais cuidado à volta e vimos que havia mesmo muitos "peluches" à vista. O que só comprovava o receio dos meus pais, estávamos numa praia de nudistas e a menina da recepção não nos avisou de nada. Os meus pais quiseram então mudar de local indo um pouco mais para longe. Chegamos a uma zona, onde aparentemente o pessoal não se tinha esquecido do fato de banho em casa, instalamo-nos e fomos dar um mergulho. Entretanto surgiu a seguinte conversa:
«- Já viste? Nesta praia a água é tão limpa que se pode ver os peixes a quilhões de distância!»
- ao que a minha irmã me respondeu, enquanto nos apercebiamos que estávamos em mais uma praia de nudistas:
«- Nesta praia vê-se é muitos quilhões à distância! Este pessoal veio para aqui para assar o chouriço, ou quê?»
Quando voltamos ao hotel estivemos a perguntar na recepção por mais praias para visitar, pois aquela não era muito apropriada para o nosso tipo de familia. A menina da recepção ficou atrapalhada ao saber que nós não sabiamos que era uma praia de nudistas. Talvez tenha achado que o meu irmão como fazia a baleia branca era gajo de querer ficar (totalmente) nú na praia. Pois é, as aparências às vezes iludem...

segunda-feira, agosto 02, 2004

O meu cão é uma máquina de fazer filhos!

Já sei que estou a contradizer o que escrevi ontem mas, hoje venho postar por uma razão muito especial! O meu Goona é pai! A sua namorada, a Cleo, fez vir hoje ao mundo os seus filhotes há muito esperados. Não foram três, nem seis, mas foram onze (11!) cachorrinhos que a cadela trouxe ao mundo! Onze filhos de uma só vez é certamente algo digno de aparecer no livro do Guiness. Estou mesmo a imaginar o artigo:
"Cão desvairado não larga cadela durante uma semana e passado 3 meses nascem 11 filhotes. Sim senhor! É assim mesmo campeão!"
ou então:
"Se já conhece a anedota do galo f#$&lhão, conheça agora a história verídica do cão f#$&lhão!"
Ainda houve gente que o criticou por não ter engravidado a primeira cadela com que esteve junto e até sujaram o nome dele a dizer que ele só mandava tiros-em-seco. Pois bem, caros camelos que pensaram e disseram isso (sim, sr. Fernando Viana também me estou a referir a si!), aqui está a prova que o Goona sabe o que faz e muito bem:


Quem estiver interessado/a num cão/cadela desta ninhada pode contactar a dona da Cleo: 91 7238768
Localização: Lisboa


domingo, agosto 01, 2004

Boas férias para todos

É só para avisar o nosso assíduo leitor que este blog estará encerrado o mês de agosto. Poderá vir cá alguém postar esporadicamente mas, não será diariamente como até agora. Boas férias para todos e todas!