segunda-feira, outubro 25, 2004

Reduzidos à nossa insignificância?

É com tristeza que vos transmito esta noticia:
Portugal não faz parte das estatísticas da marca de preservativos Durex do ano 2004. Após ter lido esta noticia, fiquei muito transtornado e resolvi ir verificar a ver se não faziamos parte só da estatística a que o jornalista se referia ou se em todas. Ou fomos cálculados juntamente com a Espanha ou em Portugal ninguém respondeu às perguntas que a Durex fez. Não fazemos parte das estatísticas de qual o país mais activo sexualmente, nem de que idade tinha na primeira vez, nem da frequência de orgasmos, nem de nada e olhem que há bastantes estatísticas em que poderiamos ter participado!
Em Portugal as pessoas são tão preguiçosas que nem para as estatísticas contribuem...

domingo, outubro 24, 2004

M.I.A.

Estava eu a acabar de mandar a posta de ontem, quando reparei no titulo que aparece aqui do lado esquerdo, por baixo do título do blog: "um blog sobre o dia-a-dia de uns gajos aparentemente normais com histórias merecidas do adjectivo "do camandro"..." Mas quais gajos aparente normais qual camandro! Onde é que eles andam? O que aconteceu aos ilustres membros deste blog que estão missing in action há já três meses, não contando com a Terese Marie, que escreveu há pouco tempo. Terei de organizar uma equipa de salvamento para irmos procurar a imaginação dos restantes membros? A última posta de outro membro foi no dia 11/7/2004. Estarão todos eles, simultâneamente, com um bloqueio de escrita? Foi alguma epidemia que se alastrou?

sábado, outubro 23, 2004

First impressions

Quando conheço alguém ou engraçam comigo por termos um sentido de humor semelhante ou acontece exactamente o oposto e nunca mais me querem ver à frente. Essa primeira impressão não é fundamental para que duas pessoas se possam vir a dar bem futuramente, mas pode ser às vezes um obstáculo complicado a superar. Já estive em algumas situações dessas e não foi nada fácil quebrar o gelo.
Como é que, durante a primeira impressão, podemos ver se a pessoa com quem estamos, está a gostar da nossa companhia ou se está completamente a leste? Se fosse um cão era fácil, porque abanava a cauda ou não. Será que dá para perceber algo pela linguagem corporal das pessoas? Há pessoas que são tão frias que não dá para ver se estão vivas quanto mais se estão a apreciar a nossa conversa.
A única certeza que tenho sobre este assunto é que não há uma segunda hipótese para uma primeira impressão!

sexta-feira, outubro 22, 2004

Origem do camandro

Andei a indagar qual seria a origem da palavra camandro. Encontrei muito poucos artigos que explicavam a origem, mas mais de 17.000 sites onde a palavra camandro era usada. O pouco que encontrei levou-me a ver que ainda há pessoas que confundem a palavra camandro com camando ou ainda camândrio. Só tenho uma coisa a dizer a essas pessoas:
«LAVEM OS OUVIDOS!» - Já me ouvem melhor agora, não é?
De qualquer forma, resolvi transcrever aqui as origens dúvidosas que encontrei:

"Em alguns meios de comunicação, bem como na chamada literatura leve (designo desta forma o subgénero literário a que se convencionou designar "light", termo que, num sítio com estas características, seria de utilização imperdoável), pode encontrar-se, por vezes, o termo "camandro" (normalmente enquadrado em frases em que predomina o calão, como por exemplo: "o gajo teve um galo do camandro"). Apesar das investigações que levei a cabo em alguns conspícuos dicionários, não encontrei qualquer referência a este vocábulo. A única palavra que, vagamente, se lhe assemelha, é "Escamandro", referido, na literatura clássica, como o principal rio de Tróia (confira-se, por exemplo, Eurípides, em "As Troianas", vs. 28 e 29: "Ressoa o Escamandro com os gemidos de muitas cativas ao serem sorteadas pelos seus amos", ou na mesma obra, vs. 374 a 377: "Assim que chegaram às margens do Escamandro, morreram um a um, não porque os tivessem espoliado das suas fronteiras, nem das muralhas da sua pátria"). Será esta a origem de "camandro"? "

"Camândrio (nunca ouvi de outra maneira!), tal como o actual e já inócuo caraças, é, segundo julgo, deturpação de óbvio termo obsceno, realizada propositadamente por eufemismo, semelhante a outros relativos a palavras consideradas impróprias para se dizerem em público, sem ser entre amigos íntimos ou colegas. Os clássicos gregos (nem sequer o brejeiro Aristófones!) não são os «culpados» do vocábulo."

quinta-feira, outubro 21, 2004

soma e segue

Infelizmente o assunto de que venho hoje falar não é muito interessante, mas é sempre bom saber às vezes nem tudo o que parece é. Já estamos todos fartos de ver o José Castelo Branco com os seus tiques e por causa deles ter julgado a sua preferência sexual. Pois fiquem a saber que este senhor é muito mais esperto que o comum dos homens heterosexuais. "...Tudo aconteceu ontem, durante uma conversa entre a cantora, Castelo Branco e Ana Afonso, quando esta explicou aos companheiros que tinha posto silicone nos seios. O ‘marchand’ não fez por menos e, para sentir a diferença, apalpou as duas companheiras..." - esta notícia foi transcrita do Correio da Manhã de dia 17 de Outubro. Neste artigo entrevistam o namorado da Mónica que alega que a namorada só deixou aquela cena acontecer porque era o Castelo Branco e não um homem qualquer. "A um homem normal elas não o permitiam..." - diz o tipo. Continua a dizer isso a ti mesmo pá, ninguém gostaria de ser confrontado com a notícia que a sua namorada foi apalpada por outra pessoa.
Podem chamar muita coisa ao Castelo Branco, mas burro ele não é. Fico surpreendido com os feitos deste homem a cada dia que passa e dúvido ser o único. Cá para mim, José Castelo Branco soma pontos de popularidade e segue para a vitória no concurso. Será que o Castelo Branco se vai tornar no próximo herói pessoal de muita gente?

quarta-feira, outubro 20, 2004

Afinal não foi!

Nem sou muito de conversas futebolísticas, até porque não percebo muito do assunto, mas acho que desta vez o pessoal anda a exagerar, como de costume, sobre o caso deste domingo em que o Porto ganhou ao benfica por uma bola a zero. Quando vi o lance pela primeira vez também achei que o clube lisboeta até tinha sido prejudicado, mas dado ao facto de não haver nenhuma imagem de um ponto de vista mais esclarecedor teremos de nos contentar com as que temos:


Nesta imagem vemos que parte da bola ainda se encontra fora da baliza antes de o Sr. Baía interferir com a sua trajectória, logo não pode ser considerado golo, visto que a bola tem de se encontrar na sua totalidade a transpor a linha de golo. Ou ainda a seguinte imagem com mais pormenor técnico:


Claro está, que nenhum árbitro poderia ver esta bola a olho nu, daí as complicações formadas acerca de este lance. O àrbitro não marcou golo é porque não é golo e acabou-se! Até agora não houve nenhum árbitro que voltasse atrás numa decisão tomada durante um jogo. Era necessário haver cameras especialmente colocadas, ou um microchip na bola, ou qualquer outra sugestão estúpida que ouvi hoje e que já não me recordo para que fosse possível validar este lance a tempo de continuar o jogo. Daqui a uns tempos trocávamos os árbitros por robôs capazes e conhecedores de todas as regras de que consiste o futebol, lá iam ficar mais uma porrada de camelos sem emprego, integrados com polígrafos para detectar quando um jogador estava a mentir àcerca de um lance e que de seguida lhe aplicaria um valente choque eléctrico para este não voltar a mentir.

Querem marcar golos? Metam a bola toda lá dentro, como todos os outros meninos fazem! Não me parece nada complicado, visto do sofá... Parecem putos sempre a queixarem-se:
«Ó mãe, aquele senhor diz que a bola não entrou na baliza e eu estava mais longe do que ele e vi a bola lá dentro....» ao que a mãe responde:
«Já estive a falar com aquele senhor. Meu filho será que não foi ilusão de óptica? Viste mesmo a bola dentro da baliza ou contaram-te que estava lá dentro? Precisas é de ir ao oftalmologista mudar de lentes...»

Só mais apontamento em relação a este filme que durará pelo menos até ao próximo incidente em que o benfica seja não-benificiado de um lance qualquer que será polémico como o camandro, já sabemos! Deixo-vos com um comentário de um telespectador, que vi no rodapé de um programa desportivo esta semana:
«O Porto tem muita razão ao dizer que o Baía é o melhor guarda-redes do mundo. Os outros guarda-redes já nós vimos que defendem remates quase impossíveis de defender, o Baía defende golos! Scolari convoca o Baía... »

terça-feira, outubro 19, 2004

Nada a declarar

Há políticos que se safam sempre daquelas perguntas mais incomodas respondendo a outra pergunta que nem sequer foi colocada. Também há aqueles que resolvem ser mais dignos, menos chicos-espertos e soltam um grave "Nada a declarar" ao estilo in your face dos jornalistas presentes. Ficam todos ali pasmados, com cara de quem não sabe como reagir e de repente salta do meio daquele turbilhão de microfones uma pergunta ainda mais picada que a anterior. Nessa situação, o político ou ignora e continua a sua marcha ou pára e tenta identificar a pessoa que lhe fez essa pergunta com aquele ar de quem diz "Quem se atreveu a perguntar isso!? Se descobrir quem és, não vais durar muito...". Após a tentativa de identificação, que nem sempre é fruterifera, o político acusa o jornalista de má educação e alega que se recusa a responder a pessoas sem honra. Mais uma vez escapa-se sem responder à pergunta que lhe é feita fingindo agir de forma políticamente correcta.
O sr. Avelino Ferreira Torres resolveu tomar a atitude politicamente correcta quanto à sua estadia na Quinta das Celebridades. Em vez de ir a votos, como ele está tão habituado, e arriscar a ter de sair, como o resto dos concorrentes, resolve sair pela porta dos fundos sem dar muito estrilho alegando ter de ir fazer uns exames médicos. Assim sai a ganhar, sempre! Mostrou-se muito prestável, paciente, sensível, fez a sua publicidade, ganhou os seues eleitores, montou a casota dos cães, fez o seu exercício físico, andou a ver se as celebridades eram bem feitas e saiu antes que o mandassem para fora deixando a esperança de ainda voltar a entrar. Aqui está uma boa jogada política.
Pois é malta, temos de deixar de ver a Quinta das Celebridades como um programa de televisão ranhoso e sem interesse e o encararmos como um exemplo de serviço público do mais alto calibre. Haverá melhor maneira de juntar uma série de inúteis do mais alto nível e os trancar fora da circulação do país sem eles se queixarem? Parece que durante uns tempos, estamos safos de os encontrar por aí à solta...

segunda-feira, outubro 18, 2004

bye bye Bro

"Fui acompanhar hoje o meu irmão mais novo ao aeroporto. Vai para a Berlin durante duas semanas para casa de uma rapariga que esteve de visita em nossa casa durante este último ano lectivo. A minhã mãe também foi entrega-lo. Ficou por lá a tratar do check-in, as malas e o camandro, visto que pelos vistos ninguém do DSP se chegou à frente. Chegaram os últimos participantes desta viagem inter-escolar e entraram para a zona do free-shop despedindo-se dos pais presentes."

Como sou um tipo que gosta das coisas simples e bem contadas, esta é a minha versão. Para quem gosta de histórias mais do género Big Fish, aqui vai:

"Acordei cedo lá para as 5 da manhã porque ouvi um ladrar muito forte. Era o meu cão na sala a alertar porque passava alguém à porta de nossa casa. Abri a porta principal para que ele fosse ver o que se passava, fazer as suas necessidades matinais e aproveitei a companhia para ir fazer as minhas. Enquanto eu estava a mijar do muro para a rua ouvi uma voz e parei. Não escutando nada resolvi continuar o que estava a fazer. Ouvi a voz de novo e reparei que era de um peixe enorme que estava deitado em cima do meu carro. Pensei: "Como é que este gajo foi ali parar!?" Tentei falar com o peixe e ele não só me entendeu como me respondeu de volta. Pelo que ele me contou tinha ido parar ao meu carro com a chuva. Tinha chovido imenso naquela noite, o peixe que estava a morar num lago no Museu de Serralves, resolveu arriscar a subida das àguas e descer pela Avenida Marechal Gomes da Costa até alcançar o mar. Não o tinha conseguido ainda, porque tinha ficado demasiado ofuscado pela para-choques do meu carro e embateu nele ficando depois entalado entre o para-choques. A àgua agora tinha descido demais para ele poder descer pela avenida. Então estava pedindo socorro, pois não ia conseguir sobreviver muito mais tempo. Fui a correr buscar as chaves do carro peguei no peixe e fomos em direcção ao mar. Durante a viagem ele tossiu imenso, até pensei que ele não ia aguentar o caminho todo e de repente cuspiu para cima do banco. Parei o carro em frente ao Homem-do-Leme, peguei no peixe e corri em direcção à àgua. Atirei-o ao mar e enquanto ele ia a rodopiar pelo ar gritou: "Obrigado! Deixei-te um presente no carro... Splash!!!". Depois veio à tona e despediu-se no ar enquanto mandava um salto. Fiquei a pensar o que é que o palerma do peixe me tinha deixado no carro e quando cheguei à beira do carro acordei. Vesti-me, fui tomar o pequeno almoço, lavei os dentes e saí de casa. Quando entrei no carro olhei para o banco em que tinha estado o peixe e vi o que ele me tinha deixado. Um chocolate, que me podia ter caído da mochila no dia anterior perfeitamente, mas que vou continuar a dizer que foi o peixe que o deixou.
Fui para as aulas, esperei pelo professor/colegas e não houve aulas. Vi as horas, liguei à minha mãe e combinei que me encontrava com ela, para me despedir do Bernardo, no aeroporto. Quando cheguei o meu irmão já andava entusiasmadíssimo a fazer corridas de carrinhos de mão com os amigos dele. Em Junho, o Bernardo até escondeu o formulário que os meus pais tinham de ler e assinar para ele poder fazer esta viagem à Alemanha, agora estava frenético por mudar de ares durante uns tempos. A minha mãe organizou o resto da viagem, coisa que pelos vistos ninguém se tinha lembrado de fazer e os miúdos despediram-se dos paizinhos que por lá deambulavam. "...manda um abraço ao peixe por mim..." - diz o Bernardo, enquanto entrava para a zona do free-shop a acenar o mesmo chocolate que estava no meu carro no principio do dia..."

domingo, outubro 17, 2004

Não dá para acreditar

Mais uma história do camandro que vos trago. Desta vez a famosa história do assentador de tijolos, onde confirmamos que toda a gente tem o direito de ser estúpida, mas algumas pessoas abusam do privilégio.

"Sou assentador de tijolos. No passado dia 8 de Setembro estava a trabalhar sozinho no telhado de um edifício de seis andares. Quando terminei o meu trabalho, verifiquei que me tinham sobrado muitos tijolos, mais ou menos 250Kgs, e pensei que em vez de os descer à mão, um a um, decidi colocá-los num bidão que havia no terreno, que poderia utilizar com a ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada num dos lados do prédio, no 6º andar.
Desci para o terreno e atei uma corda ao bidão. Subi para o telhado e puxei o bidão para cima e nele pus os tijolos dentro que couberam todos. Voltei para baixo, desci a corda e segurei-a com força de modo a que os tijolos descessem devagar. Aí começou o sinistro. Como eu só peso cerca de 80Kgs, qual não foi o meu espanto quando de repente me senti içado no ar, saltei do chão, perdi a minha presença de espírito e esqueci-me de largar a corda. Acho que comecei a subir a grande velocidade. Lembro-me que na proximidade do 3º andar embati no bidão que vinha a descer (cruzei-me mesmo com ele) e isto explica a fractura no crânio e a clavícula partida. Continuei a subir, mas com menos velocidade, e só parei quando cheguei ao 6º andar e os meus dedos ficaram entalados na roldana. Felizmente que já tinha recuperado a minha presença de espírito e consegui, apesar das dores, agarrar-me à corda e soltar os dedos da roldana. Enquanto tudo isto se passava lá em cima, o bidão chegou ao chão com um grande estrondo e o fundo partiu-se e ficou sem os tijolos que se partiram e espalharam pelo terreno. Sem os tijolos, o bidão pesava mais ou menos 20Kgs. Como V. Exas podem imaginar e como eu ainda estava agarrado à corda lá em cima, comecei então a descer rapidamente, e próximo do 3º andar encontrei outra vez o bidão que vinha a subir, e isso explica as fracturas nos tornozelos e as luxações nas pernas, bem como na parte inferior do corpo. O encontro com o bidão diminuiu a velocidade da minha descida pelo prédio abaixo o suficiente para minimizar os meus sofrimentos, quando caí em cima dos tijolos que estavam no terreno. Felizmente só fracturei 3 vértebras. Lamento no entanto informar que enquanto me encontrava caído em cima dos tijolos, sem quase me poder mexer, olho e vejo o bidão lá em cima. Aí perdi novamente a minha presença de espírito e larguei a corda. O bidão, disseram-me depois, pesava mais que a corda e então desceu e caiu em cima das minhas pernas, partindo-as imediatamente. Só me lembro depois de ter acordado no hospital e só 3 dias depois é que consegui ditar a descrição deste acidente. Espero ter dado as informações detalhadas para poder ser indemnizado por V. Exas."

Imagino a cara dos colegas de trabalho deste tipo quando o foram visitar ao hospital:
«Ó Zé, porque é que foste fazer uma estupidez dessa envergadura? Pareceu-te boa ideia na altura, foi isso!?»

sábado, outubro 16, 2004

Gravatas para quê?

Não entendo porque são as gravatas um item necessário para um evento mais formal. Quem inventou a gravata? O que representa a gravata? Qual a utilidade da gravata? (Só sei da utilidade que um rapaz aplicou, assoando o nariz à sua gravata durante um casamento e ainda por cima quando o estavam a filmar! Vou ver se arranjo os direitos desse filme para por aqui.) Será que é uma determinação de estatuto social? Será que pelas diferentes cores, tamanhos, tipo de tecidos da gravata que se pode prever que tipo de pessoa a utiliza? Ou será que a gravata não é nada mais do que uma maneira de chamar à atenção o sexo oposto tal como os rabos inchados dos babuinos na época de acasalamento, como diria o Sir David Attenborough? E qual o padrão ideal de gravata para impressionar a nossa pretendida?
Estas eram algumas das perguntas que eu fazia sempre que os meus pais me obrigavam a utilizar gravata quando era mais novo. Farto de não saber porque tinha de utilizar um peça de roupa, se é que a podemos denominar como tal, que tanto me incomodava resolvi pesquisar a sua história. Fiquei a saber que os primeiros indícios do uso da gravata, remontam ao terceiro século A.C. (e ainda se usa isto?), mas o que originou o uso da gravata em grande escala em todo o mundo, foi a Guerra dos 30 anos, que devastou a Europa durante o século XVII, entre a aristocracia protestante. Boemia Protestante contra o sagrado império romano. O exército francês, pertencente ao primeiro grupo, tinha o seu exército formado quase que inteiramente por mercenários, que tinham como parte de sua vestimenta, um tipo de lenço no pescoço. O rei da Inglaterra, saindo do seu exílio na França, levou ao seu país a nova moda. A partir daí, o uso de gravata se espalhou por toda a Europa, ajudado pelo frio desse continente, já que aquecia o pescoço das pessoas.
Como é que um "trapo" ao pescoço de uma pessoa é de tanta importância? Pelos visto é assim ao longo de vários anos e não vou ser eu, nem quando for governante de portugal, que vou impedir o seu uso. De qualquer das formas um tipo lá se vê obrigado de tempos a tempos a ter de fazer o frete de fazer uso da sua gravatola para cerimónias mais formais. Infelizmente ainda temos o problema dos nós pela frente o que, para Oscar Wilde é como um grito do Ypiranga que os rapazes dão quando entram na idade adulta. “Dar um bom nó de gravata é o primeiro passo sério na vida de um homem”. Caso não tenham a sorte de ter um pai que faz nós de gravata perfeitos a dormir em pé ou ele esteja ausente de momento, aqui estão as instruções dos três nós mais usuais de gravata.

sexta-feira, outubro 15, 2004

No que os filmes fazem acreditar...

Estava no meu zapping habitual na sala quando passei por um canal em que estava a dar um filme e deixei ficar para ver se conhecia. Passado uns segundos apercebi-me que se tratava de um daqueles filmes que nem são pornográficos, nem sei se são eróticos, mas não são nada de jeito. Resolvi ver um pouco do filme de uma forma critica e tirei algumas notas das coisas mais mal feitas que reparei.

1. As mulheres ficam sempre surpresas quando abrem a barguilha das calças de um homem e encontram uma pila lá.
2. Os homens nunca são impotentes nem sofrem de algum tipo de problema.
3. 10 segundos de preliminares é mais do que suficiente.
4. As mulheres não se descalçam para fazer sexo.
5. As mulheres jovens e bonitas, adoram fazer sexo com homens feios de meia idade.
6. As mulheres têm orgasmos sempre e ao mesmo tempo que os homens.
7. Um "serviço oral" livra sempre uma mulher de uma multa.
8. Todas as mulheres são muito barulhentes quando estão a fazer sexo.
9. Os homens não têm de implorar por sexo.
10. As mulheres nunca têm dores de cabeça.
11. As enfermeiras são todas ninfomaníacas.
12. As mulheres gostam de levar umas palmadas.
13. Se uma mulher é apanhada por um estranho a masturbar-se, ela não fica atrapalhada, mas convida o homem a "prestar-lhe assistência".
14. Se um casal de namorados for apanhado a fazer sexo por um estranho convidam-no a participar.
15. Se um tipo é apanhado pela namorada a fazer sexo com a melhor amiga dela, a namorada ficará momentaneamente aborrecida e depois junta-se à festa.

Depois ter discutido estes apontamentos com um amigo, soube que já existia uma lista semelhante a esta, mas muito mais detalhada. O que ainda agrava mais a situação, visto que não fui o único a perder o interesse pelos filmes e a tomar nota das tais falhas cinematográficas. Aqui está essa lista para vocês compararem.

Senhores realizadores de cinema & camelos associados, podem ver os corpos das actrizes que vocês bem entenderem, mas dignem-se a pelo menos ter um guião para os vossos filmes. Arranjem uma desculpa mais credível para o que realmente vocês estão lá a fazer!

quinta-feira, outubro 14, 2004

Placebos e afins

Cada vez fico mais espantado com a quantidade de curas populares que há para todo o tipo de doenças. Seja dor de dentes ou de estômago, aqueles remédios caseiros curam tudo e como o segredo é a alma do negócio ninguém sabe do que são feitos os contéudos daqueles frascos. Sinceramente acho que essas medicinas populares só funcionam com quem acredita nelas piamente. "O sr.José, que tinha problemas de erecção, está agora com mais vigor do que nunca, graças ao chá de pau de cabinda." É tudo uma questão de fé e de não saber do que é constituido o tal remédio milagroso. Se soubessem que o chá de pau de cabinda é proveniente da casca de árvore com o mesmo nome que só é possível encontrar em Angola nas florestas de Cabinda, talvez já não acreditassem nos seus efeitos. Serão as curas populares placebos das multidões ou faltará à ciência alguns conhecimentos que só o povo possui?

A hell of a driver

É verdade! Juntei os códigos de barras do chocapic e saiu-me o código! Infelizmente, nem no tulicreme oferecem a carta de condução completa. Por isso cedi às pressões dos meus familiares e amigos e marquei as aulas de condução. Podem não acreditar mas finalmente vou começar a conduzir! Foi num dia chuvoso de outono que tive o primeiro encontro com o "meu" opel corsa de matricula .....SF (não digo o resto para não me insultarem na rua). Fomos apresentados pelo Vítor. O Vítor é o meu companheiro de viagens durante 30 aulas (espero!). Acho que devia ser largamente aumentado, pró que ele me atura... Bom, entrei para o carro... Só que a força do hábito fez com que me sentasse no lugar do passageiro! Logo aí o Vítor percebeu que eu seria um caso perdido, nem com 130 aulas como a velhota de 71 anos. Ele riu-se e eu corei. Lá me sentei no lugar que me está destinado, ajustei as paneleirices todas e chegara a hora da verdade. O carro estava estacionado e o vítor queria que eu o tirasse de lá. Passado meia hora tínhamos iniciado a marcha (Toli, já te disse 100 milhões de vezes que não sou exagerada!!!). Fomos ao bessa, ao foco etc. Ele disse que sempre que eu tivesse uma dúvida, parava e perguntava. Pois é, mas a dúvida surgiu-me numa rotunda!!!! Todos se riam de mim, ou insultavam o instrutor, primeiro que conseguisse arrancar... Depois treinamos o pára e arranca. Ainda bem que tínhamos cinto, senão como ele disse ,se calhar já não tínhamos os dentes da frente com as minhas travagens fantásticas. Hoje, na 4ª aula de condução passei pela primeira vez na Marechal. Pena o meu namorado não tar à porta. Eu bem apitei, porque se aproximava a Terese, o perigo iminente... Acautelem-se pois vou continuar a percorrer as ruas da cidade depois de almoço. A aventura continua num opel perto de si!!!!!

quarta-feira, outubro 13, 2004

Centésimo POST

Este sim, é um post especial, é a posta 100 deste blog! Sinto como se hoje fosse o aniversário de alguém que eu conheço. Alguém com quem vou partilhando algumas ideias, por muito palermas que sejam, e não me critica por isso. O Do Camandro limita-se a ouvir o que lhe digo, mas quase sempre fica mais alguém a saber aquilo que lhe acabei de contar. Não é muito capaz de guardar segredos, mas também quantos amigos vossos é que são capazes dessa proeza? O mais próximo que os meus amigos têm dessa qualidade, é que se esquecem do que lhes contei e por isso não contam o segredo sem querer, claro. De resto quase toda a gente acaba por dar com a lingua nos dentes, pelo menos uma vez. Há pessoas que têm imenso jeito para arrancar informações aos outros, parece que sabem quando alguém lhes está a ocultar algo, suspeito que até devem conseguir cheirar isso. Devem trabalhar para o FBI ou camandro. Quanto mais se tenta esconder algo dessas pessoas mais rápido elas nos sacam essa informação. A única maneira de não transpirarmos essas informações, é esquecermo-nos que elas existem. Como se faz isso? Não sei. Cria-se uma nova identidade/personalidade que não faz asneiras e pomos esse tipo a ser interrogado por nós?

terça-feira, outubro 12, 2004

Quando a hora aperta...

Parece que o estilo mais português, sem querer ofender ninguém (ou até talvez sim), de fazer seja o que for, é deixar a tarefa para a última da hora. Esperamos até o fogo nos começar a queimar para evacuarmos do edifício em chamas. Muitas pessoas dizem que é esse pânico de última hora que as inspira para tomar grandes decisões. Quando precisamos mesmo de fazer aquele último remate, a uma distância práticamente impossível, para ganhar o campeonato do mundo, conseguimos! Para fazer aquele último desvio para nos salvarmos da morte certa, embora já estejamos todos pisados de levar porrada e com o corpo cravado de balas, conseguimos! - Quem me dera também poder ser um John McClane
Sou aquele tipo de gajo que começa a ficar preocupado antes do trabalho ser dado e o pior é que mesmo assim acabo sempre por deixar as coisas para a última da hora... Mas como diz um grande amigo meu: "... pois é, mas tem de ser! E o que tem de ser, tem muita força..."

segunda-feira, outubro 11, 2004

Diferentes pontos de vista políticos

Quando eu for governante de Portugal, ditador soa um pouco mal, algumas alterações serão feitas. Existirá um governo que o povo elegerá democraticamente, mas todas as decisões que esses marmanjos tomem, terão de ser confirmadas por mim. Existirão umas leis novas nada de muito invoador. A base de toda esta era seriam a primeira e segunda lei onde constará: "Quem manda é o ToLi e mai nada!" e "A capital será o Porto, como sempre devia ter sido". Serão propostas algumas alterações às leis actuais. Essas propostas serão elegidas somente se o povo assim o quiser.
Por exemplo: As penas de prisão em Portugal, 25 anos no máximo!? Nova Proposta: Os culpados de crimes hediondos, culpados sem margem de dúvida, serão julgados e depois punidos pela multidão que os esperará à porta do tribunal munidos do que bem lhes apetecer. Essa multidão terá de ser escolhida a dedo pelo funcionário de segurança nomeado pelo ToLi.
A saúde das testemunhas de Acusação será responsabilidade da Defesa. Se algo acontecer a essas testemunhas o réu é considerado culpado. (Acabaram-se os inocentes porque a testemunha morreu "misteriosamente" enquanto tomava banho com a sua torradeira. Claro que também pode surgir a testemunha ser velha como o camandro e morrer mesmo de forma natural. Se isso for provado o réu talvez ainda tenha um julgamento justo, talvez...)
"A mais velha profissão do mundo" irá ser assunto de um referendo a nacional para a sua legalização. Já existe há tanto tempo, já lhes cobram impostos, já têm como pedir empréstimos ao banco mais vale legalizar o seu estatuto e tornar tudo mais seguro. Assim terão de fazer como as suas colegas do Amsterdam's Red Light District que têm de fazer testes de saúde de tanto em tanto tempo tendo até uma caderneta para mostrar aos clientes.
Serão impostas leis a favor do ambiente tal como o exemplo referido em 22 de Setembro!? Yeah right!.
O resto vai-se vendo, vai-se fazendo. Primeiro tenho é de ser eleito!

Pronto, quem estiver a favor que eu seja o novo governante deste nosso Portugal que comece a recolher assinaturas pois preciso de, mais ou menos, umas cinco mil só para poder ir a votos.
Toca a trabalhar pessoal!

domingo, outubro 10, 2004

O inferno é exotérmico ou endotérmico?

O mito que ronda na Universidade de Aveiro:

O Dr. X (vamos manter o anonimato na medida do possível), do Dep. de Física da Universidade de Aveiro é conhecido por fazer perguntas do tipo: "Porque é que os aviões voam?"
A sua única questão na prova final de Maio de 1997 para a turma de "Transmissão de Massa e Calor II" foi: "O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique a sua resposta."(ou seja, se o Inferno é um sistema que liberta calor ou se recebe
calor).
Vários alunos justificaram as suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma, mas um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:
"Primeiramente, postulamos que, se as almas existem, então elas devem ter alguma massa. Se tiverem, então uma mol de almas também tem massa. Então, em que percentagem é que as almas estão a entrar e a sair do inferno? Eu acho que podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra no inferno nunca mais sai. Por isso, não há almas a sair. Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhadela às diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia. Algumas dessas religiões pregam que, se não pertenceres a ela, então vais para o inferno. Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projectar que todas as pessoas e almas vão para o inferno. Com as taxas de natalidade e mortalidade da maneira que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar para a taxa de mudança de volume no inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem
constantes,a relação entre a massa das almas e o volume do Inferno também deve ser constante. Existem então duas opções:
1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir.
2) Se o inferno se estiver a expandir numa taxa maior do que a de entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele.
Então, qual das duas opções é a correcta?
Se nós aceitarmos o que a aluna Maria Inês me disse no primeiro ano: "Haverá uma noite fria no inferno antes de eu ir para a cama contigo", e levando em conta que ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações sexuais com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico."

O aluno António José tirou o único "20" na turma.

sábado, outubro 09, 2004

nós, os heróis

"As raparigas é que são porreiras, os rapazes não passam duns sacanas sempre a olhar para outras gajas mesmo tendo namorada..." -> Bullshit

Vamos imaginar o seguinte cenário:
"Uma rapariga engraçada passa ao lado de dois rapazes. A testosterona dispara, os cérebros dos rapazes bloqueiam as actividades em funcionamento concentrando toda a sua potência nos movimentos, no olhar, nas formas, no riso... dessa "jeitosa" que está a passar."
Aqui não se trata de uma função de multi-task, mas antes de parar uma função completamente para começar e acabar outra com mais importância, pelo menos segundo o nosso instinto. Segundo esse nosso instinto estamos sempre à procura de uma parceira para procriar. (Infelizmente não se trata da parceira ideal, mas de uma parceira mais à mão de semear...) É como se tivessemos um alarme na cabeça que a partir de certa altura da nossa vida apita e diz: "Tens de fazer mais pessoas!" e que nunca mais se desliga. Ainda bem que dispomos desse alarme e dessa vontade de fazer sexo a todo o tempo, se assim não fosse não haveria gente neste planeta. As mulheres têm de estar com disposição para quererem procriar. Os homens não necessitam de nada disso, basta surgir uma oportunidade para termos toda a disposição do mundo. Imaginam o que seria deste mundo se os homens tivessem a mesma disposição para o sexo que as mulheres? Estariamos sempre uns à espera dos outros e raramente encontrariamos uma boa altura para os dois. As mulheres só podem engravidar a certa altura do mês. Imaginem se nós não quisessemos nessa mesma altura? Não existiria espécie humana!
Alguém já assistiu, em primeira mão, à reacção de uma mulher que lhe é negado sexo pela marido/namorado/amigo/etc?
«- NÃO QUERES, COMO!? ÉS GAY OU QUÊ!? QUE SE PASSA CONTIGO!?»
Nós estamos e temos de estar prontos 24 horas por dia, sete dias por semana, 52 semanas por ano. Nunca podemos estar fora de serviço, somos como soldados sempre prontos para a guerra com batalhas que só começam quando a inimiga quiser. Pode ser em qualquer altura em qualquer lugar...
A meu ver, nós homens, somos uns verdadeiros heróis! :)

sexta-feira, outubro 08, 2004

Novidades?

Estou desiludido com o que tem acontecido na Quinta das Celebridades. Com a espectativa que foi criada à volta daquele programa ser tão diferente dos outros reality-shows e que prometia tanta novidade, o que é vemos?

- Discussão entre mulheres ressabiadas
- Actor porno a mexer em tetas
- Político no meio da merda

E eu perguntou: O que há de novo nisto, porra!?

O que ainda vai safando este programa, é o cão que por lá anda que vem de muito boas familias... :)

quinta-feira, outubro 07, 2004

Life

Li uma das melhores filosofias de como a vida devia ser. Aqui a escrevo para vosso deleite:

"The most unfair thing about life is the way it ends. I mean, life is tough. It takes up a lot of your time. What do you get at the end of it? A death. What's that, a bonus? I think the life cycle is all backwards. You should die first, get it out of the way. Then you live in an old age home. You get kicked out when you're too young, you get a gold watch, you go to work. You work forty years until you're young enough to enjoy retirement. You drink alcohol, you party, and you get ready for High School. You go to gradeschool, you become a kid, you play, you have no responsibilities, you become a little baby, you go back into the womb, you spend your last 9 months floating... then you finish off as an orgasm! Amen."

George Constanza, Seinfeld

quarta-feira, outubro 06, 2004

rescaldo do jogo

"Decidi rematar, puxei o pé atrás, cheio de confiança, com muita fé à mistura chutei e fechei os olhos. Só os abro daqui a umas semanas para ver se acertei..." - nInja TOtaL à saída para os balneários...

Pontapé na atmosfera

Não há nada mais desesperante do que estar à espera para ir fazer um exame quando nos sentimos sem chance de passar. Sinto como se tivesse na fila para ser empurrado para saltar de uma prancha para um poço sem fim. As hipóteses de eu me conseguir agarrar à parede deste poço são muito poucas, também não estou a ver asas a nascerem debaixo dos meus braços e estou ver que vou numa onda de Indiana Jones no filme "A Última Cruzada" para este exame. (Naquela parte em que ele tem de atravessar sobre uma ponte que só os crentes vêm.) Só tenho alguma fé comigo, precisava de um turbo boost de fé à KIT da série Knight Rider.
O receio que tenho é de mandar um pontapé na atmosfera. (Acontece quando um jogador de futebol vai a fazer um remate à baliza e nem sequer acerta na bola contraindo assim uma lesão grave que o deixa impossibilitado de regressar aos relvados durante algum tempo.) Destrocando estas metáforas por miúdos: Vou a exame, corre de tal maneira uma merda e entrego na mesma cheio de fé. O professor ao corrigir o dito exame pensa: "Para escrever esta bela caca de exame mais valia ter desistido logo, assim fez-me perder tempo este sacana. Para além de chumbar vai ficar aqui na minha lista de amiguinhos especiais..."

terça-feira, outubro 05, 2004

Quanto mede uma queca?

Recebi um email com uns cálculos que me parecem um pouco falaciosos, mas não deixam de ser interessantes.

"Os cientistas descobriram que uma boa queca dura, em média, aproximadamente 7 minutos. O cálculo médio de uma queca é de 60 penetrações por minuto, o que indica que o acto consiste em 420 penetrações. Supondo que o pénis tem em média 15 (quinze) centímetros, significa que a mulher recebe, em média, 6.300 centímetros de chibata, ou seja, 63 metros de salsichão, a cada relação. Geralmente as mulheres trepam 3 vezes por semana e, como o ano tem 52 semanas, então trepam 156 vezes por ano. Isto quer dizer que a mulher recebe 9.828 metros de pénis por ano, ou o equivalente a quase 10 km de pila/ano. Sugiro que repasse estas informações às suas amigas, que resistirão a argumentação tão singela caso tenham alcançado a quilometragem padrão! A 10 km por ano, uma garota de 25 anos, que tem sua vida sexual iniciada, em média, aos 17 anos, já rodou uns 80 km. Ex.: [ 25 - 17 = 8 anos] [ 8 x10km = 80 km !!!]. Portanto, agora, podemos apresentar nossas amigas, ou namoradas, da seguinte maneira:
"Ó Zé, esta é a Maria. Ela trabalha num banco, tem 27 anos mas tá novinha! Só rodou uns 55 km! Ela tem uma quilometragem de uma menina de 22/23 anos!!! Tá inteira, muito bem conservada. É como se fosse ano 72, modelo 77!!!"

Enfim, uma nova maneira para falar das mulheres...

segunda-feira, outubro 04, 2004

Infidelidade

Os homens são, ao que parece, na sua maioria infiés às suas parceiras e pelo que se ouve, mais que as mulheres. Umas até gostam que seja assim, porque podem fazer o mesmo e ninguém as aborrece outras acabam por não achar piada nenhuma e acabam por dar de comer ao pato a pila do marido. Ponham-se a pau, elas andem aí!
A sociedade julga estas traições como se tivesse esse direito. Nos homens é normal porque têm dificuldade em ser monógamos, sexo para eles é só sexo e mais uma porrada de desculpas esfarrapadas. As mulheres quando são infiés são umas rameiras porque para elas o sexo não é só sexo e o camandro. Existem umas desculpas mais ou menos plausíveis para que isso seja assim. Vejam só o que diz o ilustre Jurista Washington de Barros Monteiro, no seu livro de Curso de Direito Civil (Volume 2, Direito de Família, página 117):
"Entretanto, do ponto de vista puramente psicológico, torna-se sem dúvida mais grave o adultério da mulher. Quase sempre, a infidelidade no homem é fruto de capricho passageiro ou de um desejo momentâneo. Seu deslize não afeta de modo algum o amor pela mulher. O adultério desta, ao réves, vem demonstrar que se acham definitivamente rotos os laços afetivos que a prendiam ao marido e irremediavelmente comprometida a estabelecida estabilidade do lar."
"Para o homem", escreve Somerset Maugham, "uma ligação passageira não tem significado sentimental ao passo que para a mulher tem. Além disso, os filhos adulterinos que a mulher venha a ter, ficarão necessariamente ao cargo do marido, o que agrava IMORALIDADE, enquanto os filhos do marido com a amante jamais estarão sob os cuidados da esposa. Por outras palavras, o adultério da mulher transfere para o marido o encargo e alimentar prole alheia, ao passo que não terá essa consequência o adultério do marido. Por isso, a sociedade encara de modo mais severo o adultério da primeira." - Há homens que arranjam desculpas para tudo.

Sendo os infiés (pareço um tipo de uma jihad a falar) de ambos os sexos demasiado trapalhões ou os seus cônjuges muito desconfiados para que os traidores consigam planear os seus esquemas de desculpas, já podem contar com apoio de profissionais como o MisterAlibi, uma agência que protege traidores. Gostaria de saber que tipo de indemenizações estas agências estão dispostas a pagar no caso do plano que elas delinearam correr mal?

domingo, outubro 03, 2004

Imagem não é nada, estratégia é tudo!

Esta história dedico a todos que acham que a imagem de uma pessoa tem muito peso.

"Um homem de idade vivia sozinho em Minnesota. Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado. Seu único filho, que normalmente o ajudava esta tarefa, estava na prisão. O homem então escreveu a seguinte carta ao filho, reclamando de seu problema:
"Querido Filho, Estou triste porque, ao que parece, não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo porque sua mãe sempre adorava flores e esta é a época do plantio. Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar com o jardim, pois estás na prisão. Com amor, Seu Pai".
Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama:
"PELO AMOR DE DEUS, pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos".
Às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de Agentes do FBI e policiais apareceram e escavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo. Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera. Esta foi a resposta:
"Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento".

Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional!"

sábado, outubro 02, 2004

The G-Spot exists or not?

Depois de várias discussões com muitas pessoas sobre a existência do mítico Ponto G resolvi mandar uma posta para que todos possam ficar a saber que existe mesmo!
Então vamos lá à vossa liçãozinha...







Quem descobriu o Ponto G?

Provavelmente vocês pensam que foi uma mulher? Afinal de contas elas é que o têm. Pois estão enganados! A primeira pessoa a propor a existência do Ponto G foi um Dr. Ernst Grafenberg, em 1950, noJornal Internacional de Sexologia. Até essa altura ninguém tinha notado a sua existência e pelos vistos assim pareceu continuar por mais três décadas. Nem sequer tinha nome até dois cientistas - John D. Perry e Beverly Whipple - lhe terem dado o nome de Ponto G em honra do Dr. Grafenberg (daí o G maiúsculo). Em 1982, juntamente com Alice Kahn Ladas estes dois cientistas publicaram o livro "The G-Spot and Other Recent Discoveries About Human Sexuality".

Ah, as maravilhas de viver numa sociedade com mentes tão brilhantes...

Quem quiser fazer parte dos iluminados pode clicar aqui

"Srs. Incrédulos .... estamos conversados?"

sexta-feira, outubro 01, 2004

Leis de um mundo louco

Estive a pesquisar na internet as leis absurdas que existem espalhadas por este nosso mundo. Vocês não imaginam a quantidade de leis estranhas que existem:

"No Líbano, os homens podem legalmente ter relações sexuais com animais, mas tem que ser fêmeas. Relações sexuais com machos é punível com a morte.
(até que faz sentido... paneleirices é que não!)

No Bahrain, um médico pode legalmente examinar a genitália feminina, mas ele é proibido de olhar diretamente para ela durante o exame. Ele pode apenas olhar através de um espelho.
(E o que é melhor?)

Os muçulmanos não podem olhar os genitais de um cadáver. Isto também se aplica aos funcionários da funerária. Os órgãos sexuais do defunto devem estar sempre cobertos por um tijolo ou por um pedaço de madeira.
(Sim, um tijolo!)

A penalidade para a masturbação na Indonésia é a decapitação.
(qual das cabeças?)

Há homens em Guam cujo emprego em tempo integral é viajar pelo país e deflorar virgens, que os pagam pelo privilégio de ter sexo pela primeira vez. Razão: pelas leis de Guam, é proibido virgens se casarem.
(pense um pouco: há algum trabalho no mundo que se aproxime disso?)

Em Hong Kong, uma mulher traída pode legalmente matar seu marido adúltero, mas deve fazê-lo apenas com suas mãos. Em contrapartida, a amante do marido pode ser morta de qualquer outra maneira. (morre putaaaa!!!)

A lei autoriza vendedoras a ficarem de topless em Liverpool, Inglaterra, mas somente em lojas de peixes tropicais.
(Mas é claro!)

Em Cali, na Colômbia, uma mulher só pode ter relações com seu marido, e a primeira vez que isso ocorre, sua mãe deve estar no quarto para testemunhar o ato.
(faz qualquer um tremer só de pensar)

Em Santa Cruz, na Bolívia, é ilegal um homem ter relações com uma mulher e a filha dela ao mesmo tempo.
(suponho que devam ter tido um caso e tanto para justificar ter uma lei específica)

Em Maryland preservativos podem ser vendidos em máquinas somente "em lugares onde são vendidas bebidas alcoólicas para consumo no local".
(Este não é um ótimo país? Não tanto quanto Guam, é claro!)

No município de Chico, na Califórnia, existe uma lei que estabelece uma multa de 500 dólares para quem explodir uma bomba nuclear no território.
(fora dele tá-se bem...)

No Estado de Washington existe uma lei que obriga motoristas com intenções criminais a pararem nos limites da cidade, ligarem para a Polícia e avisarem que estão chegando.
(Estou sim? Vou passar agora mesmo a 250 km/h por vocês, ok?)

No Texas, candidatos a criminosos precisam notificar suas futuras vítimas do crime que irão cometer com 24 horas de antecedência.
("Amanhã vou-te matar! Aparece!")

A cidade de Chateauneuf-du-pape, na França, proibiu, em 1954, que Ovnis pousassem sobre as vinículas (detalhe: só sobre as vinícolas).
("Sr. Marciano vou ter de o multar. O sr. está farto de saber que não pode estacionar o seu veiculo aqui.")

O município de Barra do Garças, no Mato Grosso, criou em 1995 uma área de cinco hectares para pouso de Ovnis.
(Parque de estacionamento para OVNIS, siga as seta...)

Na cidade de Pacific Grove, na Califórnia, existe uma multa de até 500 dólares para quem molestar ou ameaçar borboletas.
(Ameaçar!? Elas percebem, é?)

Em Nova Orleans, Louisiana, é ilegal amarrar um jacaré a um hidrante.
(Pronto, esta até que percebo...)

No Alasca, tramita uma lei que proíbe cachorros civis de imitarem cachorros policiais.
(Não Rex, não salves essa velha. Deixa isso para os profissionais...)

Em 1999, devido ao fato do cemitério local estar lotado, o prefeito de Laronjon, na Espanha, proibiu a morte no município até que a Prefeitura conseguisse um terreno para construir outro cemitério.
(sem comentários!)

No Estado da Virgínia, é proibido fazer posições diferentes durante o ato sexual. Além disso, a lei proíbe fazer cócegas em mulheres.
(O que será que é uma posição diferente? Diferente do que?)

Nos anos 90, no interior da França, a proprietária de um restaurante foi processada por dez funcionários por assédio sexual. No tribunal, ela alegou que uma norma da Idade Média autorizava os proprietários de terra a terem relações com quem trabalhasse em seu terreno. Após se assegurarem de que a lei não fora revogada, os juízes tiveram que inocentá-la.
(Estava no seu direito.)"

Estas são apenas algumas que eu escolhi, existem muitas mais. Se quiserem saber mais algumas podem visitar o DumbLaws.com.

quinta-feira, setembro 30, 2004

A palavra MERDA

Há já algum tempo que ando a fazer uma lista, que vou completando sempre que me lembro, com as várias aplicações da palavra MERDA. Hoje deixo-vos aqui esse meu legado:

>Abandonado: Deixado na merda.
>Agnóstico: Não há forma de entender esta merda.
>Álvaro Cunhal: Merda? Olhe que não! Olhe que não!...
>Alerta Geral: Fujam dessa merda!
>Ambientalista (1): Isto pode ser uma merda, mas pelo menos é biodegradável...
>Ambientalista (2): Vamos reciclar esta merda.
>Ateísmo: Não acredito nessa merda.
>Ateísmo (absoluto): Essa merda é impossível.
>Aviso Policial: Pousa já essa merda!
>Confiança: Esta merda já está ganha!
>Conformado: Estas merdas acontecem...
>Confusão: Já me estou a passar com esta merda!
>Consumismo (1): Quanto é que esta merda custa?
>Consumismo (2): Tu compras estas merdas?!
>Curiosidade: Que merda é esta?
>Déjà vu: Acho que esta merda já me aconteceu, mas não
>tenho a certeza...
>Desenrascar-se: Desenmerdar-se.
>Desentendido: Merda? Que merda?
>Desfeito: feito em merda
>Desinteresse: Estou-me a cagar para isso...
>Ecumenismo:No fundo, acreditamos todos na mesma merda.
>Egoísmo: Prisão de ventre.
>Espírito científico:Vamos estudar esta merda!
>Espertalhão: esperto de merda
>Estoicismo: Estás na merda? Aguenta!
>Eufemismo: Caca. Cocó.
>Eurocrata: Vamos subsidiar esta merda.
>Exibicionista: O que se caga para os outros.
>Existencialismo: Os outros são uma merda.
>Fatalismo: Uma merda nunca vem só.
>Fazer asneira: Fazer merda.
>Flagrante: Mas afinal, que merda vem a ser esta?!
>Fracção de segundo: Cagagésimo.
>Frustrado: Mas que merda é que eu fiz!?
>Generalização: Isto é tudo a mesma merda.
>Generosidade (1): Esta merda é toda vossa!
>Generosidade (2): Diarreia.
>Impressionismo: Esta merda parece melhor vista de longe.
>Incredulidade: Não acredito nesta merda!
>Indecisão: Não sei que merda faça...
>Informática: Por que é que esta merda não funciona?!
>Inquisição: Vamos queimar esta merda!
>Insignificância: Merdilhice.
>Insulto (1): Estúpido de merda!
>Insulto (2): É burro como a merda!
>Jornalismo: Tenho que confirmar esta merda!
>Judas:Traidor de merda.
>Liberdade: "Merdeka" (em Bahasa, língua oficial da Indonésia)
>Milenarismo: Esta merda vai durar mil anos.
>Music Stars: Supertramp.
>Optimismo (1): Essa merda nunca me acontecerá.
>Optimismo (2): Esta merda até vai ser boa para mim.
>Optimismo (3):Esta merda acabará por passar.
>Paranóia:Estas merdas só acontecem a mim.
>Patriotismo:Isto até pode ser uma merda, mas é a nossa merda!
>Perdulário:Cagão.
>Pessimismo: Estou na merda.
>"Pimba": Música de merda.
>Politicamente correcto: Dejectos de origem animal,nutricionalmente empobrecidos.
>Pós-Modernismo: Ninguém entende esta merda.
>Pragmatismo (1): Isto pode ser uma merda, mas funciona.
>Pragmatismo (2): Vamos tirar o melhor partido possível desta merda.
>Pressentimento: Isto vai dar merda...
>Pré-Porrada: O pá se tu não paras com essa merda...
>Prisão de ventre: Esta merda não sai...
>Queixinhas: Esta merda é culpa dele!
>Racionalismo: Há uma explicação racional para esta merda.
>Reencarnação: Esta merda já me aconteceu antes.
>Relativismo:A merda está nos olhos de quem vê.
>São Tomé: Só acredito nessa merda se lhe tocar com o dedo.
>Tabagismo: Como consegues fumar essa merda?
>Teoria da Evolução (1): Esta merda está cada vez melhor.
>Teoria da Evolução (2): Esta merda já foi comida.
>Tímido: Caguinchas.
>Toxicodependente: Poeiróla de merda
>Vandalismo: Vamos partir esta merda toda!
>Voyeur: Vamos ver a merda que aquele gajo fez.

Quem se lembrar de alguma aplicação que ainda não conste nesta lista, faça o favor de fazer a sua contribuição...

quarta-feira, setembro 29, 2004

Necessary Evil

Infelizmente cada vez reparo mais que precisamos de estar na merda para podermos apreciar tudo de bom que nos rodeia. Ninguém, ou quase ninguém, consegue apreciar o que tem à sua volta logo à primeira vista. Antes de isso acontecer é preciso primeiro passar por um mau bocado para depois vermos como estávamos tão bem antes.
É necessário acontecer algo de Mal para podermos ver melhor o Bem.
Pensando um pouco no assunto, acabo por chegar à conclusão que não se trata de ter o que queres, mas de quereres o que tens! E para chegar a essa conclusão ... sofre-se!

(Nada) Quero-te Assim, dos Toranja.

"Vem rastejar, que te faz bem,
Implora porquês que não vou responder
Geme a chorar, que te faz bem,
Sangra o teu mundo só para eu ver
Afoga-te em tudo o que não queres ter,
Que é só o que te vou mostrar
Vou fazer-te só o que não queres ser,
E vais gostar...
Quero-te assim...
Sacrifica o teu ar, que te faz bem,
Sufoca entre panos vestidos de azul
Tortura os teus olhos para veres bem,
Que arranhas a voz em tosses sem som
Afoga-te em águas e cores de lua
Sente o céu a quebrar!
Desfaço-te em tudo o que é teu
E vais-me amar...
Quero-te... assim
Só para mim
Quero-te assim
Só para mim

Só quando o sol te comer a pele
E o luar te roer a alma
Na lama que te arranca as asas
Quando fores ave amarrada
Vais voar no meu céu negro!
vais ser nada, vais ser
Nada
Nada
Nada
Nada

Vem rastejar, que te faz bem,
Sangra o teu mundo, que te faz bem."

terça-feira, setembro 28, 2004

o conceito multi-task feminino

Outra das coisas que me põe doido em muitas mulheres é aquela coisa que elas fazem quando estão a contar uma história ou algo assim e mudam bruscamente de assunto voltando novamente ao anterior passados uns minutos.
«- Então o Luís que ficou de ir ter com o Paulo para lhe trazer os cadernos... Ah que querido, olha aquele cãozinho! Parece o da Francisca! Muito mais pequeno, claro. Sabes que a Francisca agora namora com o Roberto que conheceu em Ponte de Lima!? Parece que se começaram a dar bem desde a primeira noite e agora já namoram! Ah, estava-te a contar ...acabou por não ir ter com o Paulo pois já tinha combinado ir ter com o Ivo à praia de Leça! Já viste a lata dele?»
Creio que esta situação que muitas vezes me deixa transtornado, seja defeito dos homens (dúvido ser o único), pois não temos a mesma capacidade de multi-task no nosso "software" que as mulheres. A mulher tem uma capacidade de multi-task impressionante: Consegue estar ao telefone a consolar a amiga que acabou com o namorado ou o namorado com ela, escrever um postal ao amigo que foi de Erasmus e estar a discutir com os pais enquanto vê a telenovela favorita na televisão! Pode não ser tão eficiente como fazer uma coisa de cada vez, mas não deixa de ser espantoso. Estou ansioso para que apareça uma "Mary Gates" e que desenvolva um sistema operativo com um multi-task deste género!

segunda-feira, setembro 27, 2004

eternamente incompreendidos

Felizmente já cheguei a um ponto da minha vida onde nem sequer tento compreender as mulheres. Sejam elas a minha mãe, irmã, tia, namorada, etc. Sou mais feliz desde que adoptei esta filosofia de vida, pois ganho bastante tempo que dantes era consumido no processo de compreensão do temperamento feminino.
Todos os dias assisto ao desespero de outros homens ao fazerem o esforço de tentarem compreender a mulher e darem com a cabeça na parede por não perceberem porque é que ela está aborrecida desta vez. Tal como os tubarões :)
Sinceramente penso que estes homens não passam de mártires de uma guerra que nunca terá fim.
Por outro lado acho que as mulheres também não nos compreendem ou não nos querem compreender, porque não conseguem lidar com o facto de nós sermos tão simples! Provavelmente acham-nos mais misteriosos do que realmente somos.

"Uma mulher vai a conduzir o seu carro numa estrada. Um homem vai na mesma estrada, mas no sentido contrário. Ao cruzarem-se o homem baixa o vidro e grita:
«- VAAAAAACA !!!!»
A mulher imediatamente baixa o vidro e responde:
«- COOOORNO!!!»
Cada um continua o seu caminho, mas a mulher, que vai sorridente, ao virar
na primeira curva, bate numa gigantesca vaca deitada no meio da estrada."
Moral da história: As mulheres nunca percebem o que os homens lhes querem dizer.

Não creio que seja por falta de inteligência que não nos compreendem, nesse aspecto até acho que estão cada vez mais bem servidas do que nós (verifiquem o ensino superior), mas por acreditarem que nós estamos a enviar alguma mensagem codificada em tudo o que dizemos, tal como elas o fazem quando falam conosco. Dizem-nos uma coisa, mas estão a tentar dizer-nos outra ao mesmo tempo e nós depois é que temos de decidir qual dessas coisas é que era para nós entendermos e a probabilidade dessa decisão ser a correcta aos olhos de uma mulher é tão grande como a de ganhar a lotaria.

Bottom line: Entendo as mulheres até certo ponto, mas não as compreendo.

sábado, setembro 25, 2004

Picanço amigável :)

Noutro dia, fui confrontado com um comentário no post mentir por desporto algo agressivo, como poderão verificar. Venho hoje fazer-vos entender a razão pela qual gosto de ser sincero e porque incito toda a gente a falar sempre a verdade:
Nem toda a gente se pode dar a esse luxo!
Há pessoas que têm de ser diplomáticas e politicamente correctas, por obrigação. Os cabeleireiros, por exemplo. Acham que estas pessoas podem expressar as suas opiniões livremente?
«- Quero ficar parecida com aquele rapariga do poster.» - diz uma mulher no cabeleireiro.
«- Ai sim? Ouve-me bem! Aquele rapariga do poster é uma modelo profissional e tu és uma bola de banha ambulante! Queres ficar parecida com ela? Que tal começarmos por aparar umas postas de gordura aí da cintura, hem!?» - diz o ex-cabeleireiro sincero.
Acham que a professora da quarta classe desta pessoa do comentário, numa reunião com os pais da jovem, poderia alguma vez na vida ser sincera?
«Sr. e Sra. Silva, o João*, o fruto do vosso casamento, o vosso único filho... é um IMBECIL! Sinceramente, não entendo como é que ele encontra a porta para sair de casa todas as manhãs. Se fosse a vocês "despachava-o" e começava tudo de novo... e digo isto com todo o respeito...»

Já não há pessoas que apreciem coisas puras, como a verdade!?


*Os nomes utilizados neste post são meramente fictícios...

quinta-feira, setembro 23, 2004

VIPalhadas patrocinadas

À pouco tempo atrás, fui brindado com a presença de uns VIP's portugueses. Tomei conhecimento que existe uns requesitos minimos, comportamentos fashion como eu prefiro chamar, para se ser um verdadeiro VIP. Desses comportamentos fashion fazem parte: o chegar fashionable late (coisa pouca...3 horas!), ir a festas da Lili Caneças, aparecer em revistas de telenovelas, etc... Nessas aparências a revistas de telenovelas é preciso falar de marcas caras, seja de roupa ou lá o que for, falar de assuntos sem interesse como se fossem os mais interessantes do mundo quando realmente nem ao próprio VIP devem interessar, mas é preciso agradar aos patrocinadores. Sim, porque os VIP's têm de ter patrocinadores! Ou vocês achavam que eles andam todos a condizer com as roupas da mesma marca só por coincidência? Às vezes parecem o Ali-G, também patrocinado por marcas de roupa e que mostra isso bem nas roupas que usa ou não tivessem essas roupas o nome da marca sempre exposto de maneira a ser visto (Nunca tinham pensado nisso meus anjinhos do camandro!?), só faltando a alguns falar tão calão quanto ele. Em vez de calão usam outro tipo de linguagem que à primeira vista parece muito cuidada e culta, mas tendo a paciência de ouvir o que dizem até ao fim nota-se que o que dizem não faz sentido, tal como o Ali-G a falar!
"Eu amava de paixão o Scooby...." - isto diz-se!?
Quais são as marcas dispostas a investir em tais palermas para fazerem publicidade? TODAS! Será pela figura de palhaço que alguns fazem? Ou será pela simples razão dos portugueses ao darem o mínimo de atenção nos VIP's reparam sempre como os VIP's estão vestidos e a marcas envolvidas?

quarta-feira, setembro 22, 2004

22 de Setembro!? Yeah right!

Como toda a gente devia saber, hoje foi o dia europeu sem carros. Notaram alguma diferença significativa? Menos trânsito às horas do costume? Nem toda a gente pode prescindir do seu carro neste mesmo dia e nem todos dão importância a este dia. Alguns levam este dia tão a sério como o dia europeu sem cuecas!
É preciso sensibilizar os portugueses para estas pequenas questões ambientais. Para este dia funcionar mesmo deve ser necessário impor alguma lei. Poderia ser feita uma lei em que as pessoas que não utilizem o carro durante um período de tempo, um mês por exemplo, serão beneficiadas. (Pagavam menos seguro automóvel ou o camandro.) Esse mês poderia calhar em qualquer altura do ano e não era necessário que fosse o mês de seguida. Podiam ser dias úteis do ano em que não utilizásse-mos o carro. Arranjaria-mos finalmente uma forma de contabilizar esses dias de maneira a não haver trapaceiros. Assim as pessoas eram recompensadas por fazzer algo bem. :)
Ou, como alternativa mais extrema a esta lei, toda a gente era obrigada a não utilizar o seu carro durante um período de tempo. Caso fosse apanhado nesses dias a conduzir, a não ser que fosse uma emergência, seria punida. Assim todos respeitaria-mos um dia pro-ambiente... ou não!

Deviamos era fazer como fazem na India! Aí sim, respeitam o dia 22 de Setembro e utilizam os transportes públicos!

terça-feira, setembro 21, 2004

o caso da última pinga

Sendo esta questão, uma questão que perturba mentes brilhantes há muitos séculos tratarei este assunto o mais seriamente possivel.
Até agora ninguém consegui chegar a alguma conclusão pela qual a última pinga de uma ida ao urinol cai sempre nas cuecas. Esta é mais uma das questões pertinente que confronta a humanidade, tal como a vida noutros planetas. Esta última será revelada brevemente, pois tenho uns parentes que ficaram de vir a minha casa no natal fazer-nos uma visita e quando assim o fizerem vou-os entregar às autoridades competentes. Voltando ao assunto inicial que até já foi mencionado em questão de higiene ou punheta casual, estive a fazer uma pesquisa pela internet a tentar desvendar este mistério da última gota. Encontrei uns métodos que ajudam a evitar a pinga na cueca, mas que não prometem resultados:

Resolvi partilhar este assunto tão intimo porque estou farto de ver pessoal a sair da casa de banho sem lavar as mãos depois de estarem perfeitamente cientes que aquela última gota pode não ter caido nas cuecas mas nas suas próprias mãos. Por favor lavem as mãos ou instalarei um engenho com uma luz intermitente tipo sirene de ambulância, em todas as casas de banho a que tiver acesso, tal como nesta imagem que se segue:

Talvez aí ganhem um pouco de higiene seus badalhocos!

segunda-feira, setembro 20, 2004

Dia de merda

Há dias em que mais valia não me ter levantado da cama. Depois de uma pequena previsão do dia sei que vai haver chatice. Às vezes basta aquele mau pressentimento. Tal como o dia de hoje em que sabia que as aulas começavam.
Felizmente há males que vêm por bem e há males bem piores que os nossos. Porque é que os males dos outros funcionam como atenuantes ao nosso mal não sei, mas essa era uma ideia a explorar. Talvez num futuro proximo...
Deixo-vos hoje uma história que me fez rir e que me animou este inicio de semestre: Dia de merda

domingo, setembro 19, 2004

Último suspiro de férias...

Este ano as festas de ponte de lima correram dentro das espectativas, embora este ano não tenha presenciado uma cena de pancadaria da grossa. Isso não torna as festas melhores, só as estraga. Não percebo qual é a piada de ir para lá armado em galo e criar confusão com pessoas que mal conhecem.
Ainda no ano passado vi algo tipo 20 gajos a correr atrás de 1! Esse único gajo fugiu, saltou um buraco e dos 20 que iam a persegui-lo 15 tropeçaram no buraco! Cena que deixou toda a gente que assistia aquele filme a chorar a rir.
Este ano não houve disso. Foi só o pessoal do costume com a bebedeira do costume, alguns mais que outros, naturalmente. Nessas noites de setembro o que engana, para além daquelas gajas que vão para lá "flirtar" sem querem nada com ninguém, que deve ser a grande maioria das vacas que lá andam, é o tempo! Um gajo sai da residencial com as suas vestimentas a contar com a temperatura que está, vai jantar e quando abandona o restaurante está um frio do camandro porque estamos à beira rio com um nevoeiro cerrado! A diferença de temperatura entre o dia e a noite chega a rondar os 9ºC.
Para apanhar um valente cagaço, após regressarmos a casa, assitimos às noticias que falam sobre 3 pessoas que morreram em ponte de lima, ainda não se sabe porquê, mais 5 que estão hospitalizadas! Só espero que não seja do arroz de sarrabulho, chiça...

Enfim foi o último suspiro de férias para os estudantes! Claro que há sempre aqueles que não têm nada para fazer o ano todo! Para os interessados já estão disponiveis as fotografias de ponte de lima 2004! Divirtam-se a ver as figuras tristes que alguns dos vossos amigos fizeram :)
Aquele bagaço era acido, só pode! Ainda hoje arroto aquela porcaria... Bharglh!

quarta-feira, setembro 15, 2004

Questão pertinente

Gostaria que me respondessem à questão que me fizeram hoje:

"Com toda esta polémica a propósito da clonagem humana, uma grande pergunta urge colocar:
Alguém que tenha relações sexuais com o seu próprio clone: é homossexual, está a masturbar-se ou fodeu-se?"

terça-feira, setembro 14, 2004

Mentir por desporto

Não sei o que escrever sobre o dia de hoje. Bem... por acaso até sei!
Passei o dia sem fazer grande coisa útil para além de ir adiantando um pouco o estudo para um exame que ainda falta mais de um mês e de ter começado a finalizar a web-page para o escritório do meu pai. Lembrei-me então porque esta porcaria ainda não está concluída: Por falta de informação e por falsas promessas de participação da parte dos maioritariamente interessados.
Porque é que as pessoas dizem que vão fazer isto ou aquilo quando no fundo não têm a minima intenção de o fazer? Um fica chato pois nunca mais tem o que pediu e o outro é chateado por ter dito que o fazia. É um pouco como o efeito bola de neve em que o problema adiado vai ganhando uma proporção cada vez menos possível de ser resolvida. Quanto mais se mente, mais dificil será admitir a verdade no fim. A dada altura a mentira acaba se tornar na verdade, é isso? O que me leva ao post de outro dia em que escrevi sobre mentir honestamente que neste caso não seria preciso. Bastava uma curta, simples e honesta negação ao pedido e ao menos não se perdia o tempo de ambas as partes.
Qual a vantagem desta situação, para além do desrespeito mútuo que aumenta? Será tique da profissão mentir ou pensam que virá a ser a próxima modalidade olímpica e por consequência estão a treinar para trazer o ouro para casa? Se for esse o caso conheço uns verdadeiros atletas da treta...

segunda-feira, setembro 13, 2004

tentativas falhadas

Quantas vezes já viram uma rapariga que vos chamasse à atenção e vocês desperdiçaram a oportunidade de ir falar com ela? Vamos considerar aquele milagre de ela até vir falar conosco. De que fala ela? Do tempo! Porque é que as pessoas sem assunto falam do tempo? São todos meteorologistas de repente ou o camandro!? Será que há alguma pessoa que se interesse assim tanto pelo tempo para que umas frases sobre o tempo funcionem como frases de engate?
Acho que o que a malta está a precisar é de um manual de instruções intitulado "como engatar, sem se mostrar desesperado/a". Seria um best seller em dois tempos. Vou fazer alguns telefonemas a pessoas do ofício, verdadeiros machos latinos e mulheres fatais, para ver se estão dispostos a partilhar os seus segredos antes de partirem desta para melhor. De certeza que alguns anseiam que alguém siga as suas pegadas. Junto toda esta sabedoria e faço uma grande bíblia com índice e tudo. Será que ainda consigo contactar o Zéze Camarinha antes de ele ir para a quinta das celebridades?

sábado, setembro 11, 2004

três anos

Foi a primeira que me lembrei hoje ao ver a data. Faz três anos hoje que eu estava a ser acordado por um telefonema, da namorada na altura, para ir ver as notícias a correr. Só se falava disso em imensos canais na televisão nos últimos minutos. Ainda não se sabia se era um acidente ou atentado. Quando ligo a televisão vejo um avião a ir contra um prédio. Perguntei em que canal é que estavam a dar as notícias porque no canal de que ela estava a falar estava a dar um filme. Depois de uns momentos de silêncio, chocado, apercebi-me que afinal aquele era mesmo o canal das notícias e que eu tinha acabado de ver a confirmação do atentado com um segundo avião a atingir o segundo prédio, pois já havia um a fumegar. O que é que estava a acontecer? Só se via pessoas em pânico a fugir no meio da rua, como se houvesse uma invasão alienígena, o trânsito parado e toda a gente a olhar para aqueles dois gigantes de cimento prestes a cair. Como é que Estados Unidos estavam a sofrer um ataque daquela proporção, sendo eles os polícias do mundo? Como é que eles não estavam protegidos contra uma coisa destas com tantos inimigos espalhados pelo mundo? Só pensava que se tivesse sido em Portugal não tínhamos nenhuma hipótese contra qualquer acto terrorista. A minha mãe regressava nesse mesmo dia de Bruxelas e o avião dela era só ao fim da tarde. Será que ainda a iam deixar voltar naquele dia? Sendo Bruxelas uma cidade importante da europa, quase a capital da europa, será que não ia sofrer um atentado também? O atentado que viamos na televisão era a muitos quilómetos dali, mas mesmo assim já se receava um ataque bem mais perto. Foi um dia angustiante para toda a gente.
Li hoje no jornal que 98% dos americanos se lembram exactamente onde estavam nesse dia a assistir a essas mesmas notícias. Os restantes 2% devem sofrer ou de amnésia devido ao trauma ou então estavam em algum ilícito e não podiam dizer onde se encontravam na altura. Tal como aquele divórcio que houve porque o marido recebeu um telefonema da mulher a perguntar onde estava. Ao que ele respondeu: «Onde querias que estivesse? Estou no escritório a trabalhar, claro! Porquê é que perguntas, passa-se alguma coisa?»

sexta-feira, setembro 10, 2004

Piropos mal paridos

Gostei de escrever este título, soa-me mesmo bem.
Gostaria de saber qual é o impulso que leva um trolha a mandar um piropo. Será que por estar num andaime acha que ninguém lá vai mandar-lhe um testo? Os andaimes transmitem essa segurança toda? Ou será que é uma questão de espírito de grupo? («- Se um manda, mandamos todos!») É algo que contagia o grupo a partir do momento em que um dos trolhas manda uma boca? Não sei se é alguma função mental que o resto dos homens perderam por falta de treino, ou se será alguma capacidade especialmente bem treinada nos homens da construção cívil que perderam a capacidade de filtrar certos pensamentos. De qualquer das maneiras acho que daria um optimo programa no National Geographic. Até já estou a ver o título: "A selva urbana vista dos andaimes" (lido em brasileiro soa melhor).
O pior de toda esta história de "mandar o seu piropo", é o falta de oportunismo que os trolhas têm. Às vezes não vos fazia nada mal estarem um pouco mais atentos, repararem se a rapariga/mulher/idosa, a quem vocês vão mandar o piropo, não está a escassos metros de se encontrar com o seu/sua companheiro/a, parente ou o camandro, que tem aquele aspecto de quem acabou de sair da choça, que ainda está um pouco nervoso/a por causa de tudo o que aconteceu lá dentro e está mesmo à espera que alguém o provoque para descarregar tudo isso de uma só acentada. Depois acontece-vos como o outro tipo que caiu dos andaimes por ter falado na altura errada, à pessoa errada que resolveu ir testar a consistência dos andaimes... Estando lá em cima tanto tempo não têm uma melhor visão das pessoas e não as sabem topar à primeira vista? Pensem assim: "Mais vale dois trolhas num andaime (calados), do que um a voar..."

Apesar de tudo o que acabo de escrever não posso deixar de apontar o "best of" de piropos de trolhas que já ouvi, pois alguns são dignos de referência:
"Ai linda, até te punha a chamar pela tua mãe!"
"Contigo, era até encontrar petróleo!"
"Ó princesa, tu comigo eras rainha!"

Quem quiser fazer o seu contributo, faça o favor.

quinta-feira, setembro 09, 2004

O bem do desporto e o mal...

"Deve-se fazer um pouco de desporto todos os dias para manter o corpo saudável..." - Quantas vezes é que já ouviram isso?
Ultimamente ando ter insónias, tenho uma grande dificuldade em adormecer por não me sentir cansado suficiente para dormir. Então como alternativa a remédios para dormir e outras merdas que possam haver que eu não tenha conhecimento, faço algum exercício fisico antes de ir para a cama para ver se ganho algum sono. Obviamente tenho de fazer tudo o mais stealth possivel, pois o resto da malta cá em casa já foi dormir há umas 4 horas atrás, mais coisa menos coisa. Das últimas vezes tenho seguido mais ou menos uma certa rotina. Faço umas elevações e uns abdominais na barra que tenho pendurada na porta do meu quarto de pernas para o ar com o equipamento devido. Repito esta pequena rotina 3 vezes antes de ir dormir. O "perigo" que corro em fazer esta palermice durante a noite é, ter de acordar alguém por algum esforço fisico que faça a mais e não consiga desencaixar da barra depois dos abdominais, porque acho que não consigo sobreviver uma noite de pernas para o ar visto que não sou morcego e o sangue todo do meu corpo se acumula na minha cabeça! Felizmente até hoje isso ainda não aconteceu, mas hoje foi por muito pouco. Já estava a ficar todo taralhoco e cada vez mais "partido" por estar a tentar alcançar a barra depois de umas series de abdominais que resolvi abusar um pouco mais só para ver se conseguia. Este é um dos grandes "problemas" em fazer desporto regularmente é que tentamos sempre superar as marcas já feitas.
Os efeitos do desporto, estou a querer referir-me às endorfinas ou o camandro que é "solto" no nosso organismo após se fazer desporto, acabam por se tornar numa dependência do corpo e que, não sendo satisfeita, não nos deixa ir dormir como quase todos, se não mesmo todos, os vícios! Algo aqui está mal! O desporto é ou não é saudável afinal? A partir de que dado momento é que se torna um vício? Há algo que nos salta do corpo para fora, tipo um tendão ou assim? O limite é quando se dá uma lesão? Foi assim que a Mãe Natureza se lembrou de nos avisar?
«- Ó filho, isso está a doer? Então é porque era para parares mesmo antes desse último esforço. Pronto, deixa lá! Para a próxima vez já vais saber quando parar... ou não!»
Não estou a perguntar como uma pessoa se torna vigorexica nem estou a falar de do ponto de vista de um vigorexico, onde teria de passar 4 h diárias num ginásio a "encher" e sempre que vinha embora a achar que nunca estava bem com o meu corpo. Não se trata de nada dessa cacas psicológicas. É mesmo pura e simplesmente fisico. Não consigo deligar...

terça-feira, setembro 07, 2004

Pac-Man in O'Porto, anyone?

Estava a "pastar" pela casa quando resolvi ir ao computador fazer uma visita aos meus sites habituais. (Não, não são os pornográficos!) Li sobre um site no patanisca e resolvi prestar-lhe uma visita. Pac-man em Manhatten! (Vejam o site que vale a pena.) Após ter lido um pouco sobre o jogo achei que era uma coisa do camandro organizar e jogar cá esse jogo!
Quem alinha nisto? Tenho algumas sugestões para alterações de regras, como por exemplo: usar walkie-talkies em vez de telemoveis para comunicar, etc. Coisas que serão feitas após se juntar alguma malta para jogar.

domingo, setembro 05, 2004

mentir honestamente

Lembrei-me noutro dia do meu décimo ano onde, em filosofia, aprendemos os silogismos. A frase introdutória e enigmática dessa matéria que ouvi da minha professora, a D.Manuela, foi a seguinte: "um mentiroso quando diz que está a mentir, está falar a verdade ou não?".
Pensei nessa frase durante imenso tempo sem obter alguma conclusão, claro. Durante a minha busca por uma resposta a essa pergunta acabei por chegar à conclusão que o melhor a fazer numa situação em que temos de mentir é mentir honestamente. "E como é que se faz isso!?" - perguntam vocês. Muito fácil: Quando me fazem uma pergunta e já estão a prever que eu vá mentir ou que tente mentir, eu não minto. Limito-me a dizer a pura e simples verdade. Deste modo a pessoa que me fez a pergunta desconfortável não fica com a certeza se eu estava a mentir ou não, pois o que lhe disse parece demasiado sincero. Enquanto ela está no meio deste fogo cruzado de dúvidas na cabeça dela lanço mais uma ou outra confusão lá para o meio e, normalmente, o assunto fica resolvido com um curto-circuito mesmo à minha frente.
Tentem em casa a ver se resulta!

Por exemplo:

O Manuel estava em casa com a sua mulher a Rosa. Estavam os dois a assistir à sua novela quando a Rosa pede ao Manuel para ir comprar caracóis para o jantar. O Manuel levanta-se do seu "trono", contrariado, vai buscar a carteira ao bolso do casaco e sai de casa. Pelo caminho resolve parar num bar para beber um copo. Entra, pede a sua cerveja e senta-se no balcão. Passado uns minutos entra um mulherão, daqueles faz toda a gente virar a cara e lança-se ao Manuel. Nem coisa de 30 minutos e já estão os dois no quarto de hotel dela a tratar do assunto. O Manuel acorda passado umas horas, nú ao lado da mulher mais bela que ele alguma vez viu e suspira. De repente olha para o relógio, vê que já são 5 da matina e que a Rosa a esta altura já deve estar lixada à espera. Levanta-se, sem acordar a sua companhia, veste-se a correr, desce as escadas do hotel, mete-se no carro e vai para casa. Quando está a entrar surrateiramente pela porta principal, a Rosa acorda e apanha-o em flagrante a voltar àquelas lindas horas.
«- Ó Manuel onde é que tu estiveste metido até agora, porra?»
«- Olha Rosa, senta-te para eu te contar. Então é assim: Saí para comprar caracóis como tu mandaste, mas resolvi parar no bar para beber um copo. Estive lá sentado até que entrou a mulher mais bonita que eu alguma vi. Veio falar comigo e levou-me o quarto de hotel dela. Estive na cama com ela até agora Rosa! Perdoas-me?»
«- Porra Manuel! Nem mentir sabes! Então foste ao bar, apanhaste uma piela e ainda por cima esqueceste-te da porcaria dos caracóis!?»

sábado, setembro 04, 2004

tentações & maldições

Acordei sobressaltado depois de um sonho, muito influenciado por um livro que ando a ler de momento onde uma senhorita está a ser tentada por uma proposta feita por um demónio.
Sonhei que também tinha sido alvo de várias tentações por parte de vários demónios, e que, estranhamente, eu não tinha socumbido a nenhuma das tentações. (Digo "estranhamente" porque acho que toda a gente tem um pouco de Mal dentro de si à espera da altura ideal para se mostrar. Também acho que existe um pouco de Bem pronto para sair a qualquer momento.) Como resultado de ter negado as várias tentações iria sofrer uma maldição de ver o mundo "desligado" de mim. Ou seja, iria assistir a todo o tempo em que estive vivo, mas de uma forma externa, não tomando qualquer parte no decorrer desse tempo, pois eu já não existia mais. Vi a minha família formar-se sem mim, vi os meus amigos crescerem sem mim, vi várias fotografias de família que me lembrava de ter participado, mas que desta vez eu não constava. Assisti a todas as memórias que tinha da minha vida como se fosse um filme em fast-foward a uma velocidade alucinante enquanto escutava uma voz que me ia atormentado por não ter aceitado nenhuma das propostas que me tinham sido oforecidas como alternativa. Era como se estivesse a sofrer uma lavagem cerebral na qual eu ainda estava a oferecer resistência, pois ainda me lembrava de ter participado em vários momentos a que agora assistia fora do meu corpo. Não queria acreditar que aquilo estava a acontecer e acabei por tomar consciência que estava a sonhar. Tive a oportunidade de poder gozar do sonho, consciente de que estava a sonhar e por isso fazer o que quisesse sem me preocupar minimamente com as consequências dos meus actos. Mais engraçado ainda foi que, passado algum tempo de estar naquele estado semi-consciente, consegui imaginar-me com poderes especiais como voar. Voei pelo céu azul imenso tempo, mas de repente um dos seres que tinha visto anteriormente nesse sonhoapareceu ao meu lado, mudando todo o cenário onde me encontrava no momento anterior para uma espécie de masmorra com pouca luz, onde eu estava preso a uma cadeira. Falou-me numa lingua que não entendi, mas que não me pareceu muito estranha. Após algum tempo a tentar comunicar comigo, vendo que eu não entendia, deu-me um choque eléctrico que me pareceu tão real que até acordei. A minha primeira reacção a este sonho foi: «- Poooooorra, este tipo parece aqueles portugas a tentar explicar o caminho a um estrangeiro que não compreende a lingua lusa: "O SENHOR NÃO PERCEBE PORTUGUÊS? ENTÃO EU EXPLICO DE NOVO!"» - isto dito aos altos berros, claro! Até aquele demónio era estúpido demais para me tentar explicar o que ele queria por gestos!?
Fiquei ainda um tempo sem conseguir adormecer a pensar o que havia para interpertar deste sonho e a pensar como às vezes os sonhos parecem demasiado reais. Os sonhos devem ser das coisas mais estranhas de entender, dasse!

sexta-feira, setembro 03, 2004

Mr. Wood a.k.a. Power Erguido

Trata-se de um fenómeno perfeitamente normal em qualquer rapaz, mas ainda há pessoas que acham estranho. Claro que essas pessoas ou são raparigas muito ingénuas (- «O que se passa contigo!? Isso está sempre assim? Então pendura-me a carteira...») ou fazem-se de parvas (- «O que é isso que tens no bolso?»). Todos os rapazes "sofrem" disso. Digo "sofrem" porque de certeza que todos os rapazes já estiveram em algum tipo de situação, em que não era apropriado, com a tenda montada.
Por exemplo:
Vais à praia com as amigas, adormeces e quando acordas é com o Power Erguido. De um momento para o outro uma delas pergunta-te se queres dar um mergulho e tu dizes que sim e tal... Depois de alguma concentração, quando vês que não tens mesmo nenhuma hipótese de ganhar o duelo com o Mr. Wood, esperas que essa amiga desvie o olhar, desatas a correr para o mar e dizes que o último a chegar é urso. Ao menos, lá é frio e acalmam-se os animos... isso pensas tu! Às vezes com o frio acaba por gelar e aí é que nunca mais se desliga o motor!
Vá lá sejam honestos, quantas vezes isto já vos aconteceu?
Sugiro que a partir de agora não se disfarce mais! Se tivermos o "azar" de isso nos acontecer em público, devemos reagir normalmente e não disfarçar minimamente. Se alguém nos avisar que estamos com o Power Erguido podemos reagir da seguinte forma:
- «Sim e depois!? Estavas à espera que o cortasse para disfarçar, é!?»
Claro que se esta situação acontecer numa praia de nudistas vamos parecer uns novatos na praia...

quinta-feira, setembro 02, 2004

Mais um...

Estamos a chegar ao fim de mais umas férias de verão e por volta desta altura fico sempre um pouco tristonho por achar que devia ter aproveitado o meu tempo de férias de maneira mais inteligente. Acho que me esqueci de fazer algo estas férias que passaram, mas não sei o que foi. Por outro lado não me arrependo minimamente do tempo que estive de papo para o ar na praia, a nadar no mar, etc... Acaba por ser um misto de emoções que se contradizem não me levando a lado algum. Ainda por cima o inicio das aulas aproximam-se a largos passos e começo a ficar um pouco mais nervoso só de pensar que vem aí mais um ano lectivo. Mais um verão a passar por mim, o mês e meio mais rápido do ano, que ainda não acabou, mas já deixa muitas saudades... Até para o ano grupos de amigos à apanhar sol na mona, meninas decapotáveis, bikinis na praia... Que saudades que vou ter de todos vocês...

quarta-feira, setembro 01, 2004

Penúltima festa

Hoje é a penúltima festa de partir a loiça a que vou estas férias grandes. O dia de aniversário da minha irmã que junta sempre uma malta do caraças para fechar o verão vá em casa. Há sempre bons amigos cá embora outros não possam comparecer, o barril para matar a sede, campeonatos de matrecos/bilhar/etc e muita conversa para por em dia com aqueles amigos que não vemos o verão todo. Nas duas últimas "edições" desta festa houve umas palermices engraçadas. Desde pessoal com a farda que fica pior-que-um-chapéu-de-um-trolha® e tem comportamentos de partir a rir às cara dos meus pais que acordam para ir trabalhar, vão ao jardim e vêm aquela malta toda ainda ali de cervejola na mão às 9 da matina a abanar o capacete. Como será de esperar este ano terá de ser pelo menos tão porreiro como nos anos anteriores. E vai ser... :)

quinta-feira, agosto 26, 2004

confusões desnecessárias

No verão, é normal ir sair com os amigos à noite e cometer algumas loucuras. Pensando melhor, não é só no verão, mas o ano todo. Nessas noites há sempre uns copos em excesso que estão a fazer companhia à comida de algum gajo, seja já no chão ou ainda no estômago. Neste último caso, os copos tendem a entropeçar os neurônios, quase que como possuindo a pessoa em questão. Essa pessoa acaba por ter comportamentos que mais tarde não se recordará, como por exemplo: gamar uns cinzeiros, escondê-los nas calças, dançar a noite toda com eles ali "escondidos" e flasha-los à rapariga que esteja mais à mão de semear. Nesse caso essa menina fará o "favor" de notificar os seguranças, que claramente são daquele tipo que dizem "Nós, seguranças somos pessoas muito sensíveis. Nós procuramos algo especial nas pessoas. Resumindo em duas palavras: classe, estilo e charme" do contéudo das calças. Com este panorama montado está visto que este aparato todo só pode dar merda... e deu.
Resumindo e concluindo, um conselho: Tem mais juízo porque os seguranças com aquele físico não vão ter contigo para conversar e pedir com bons modos. Pegam em ti e põem-te na rua antes que te apercebas o que se está a passar. Com sorte, não levas uns bananos no céu da boca durante o processo. Com azar, acontece-te o que cada vez se torna mais vulgar, levas um porradão de meia-noite e ninguém vê nada, claro!

quarta-feira, agosto 18, 2004

chalaça número 2

A Terese este verão fez um térérése...

sexta-feira, agosto 13, 2004

encarcerado no meio do mar num dia de azar

Fui-me deitar para descansar e fazer a viagem de Valência ao Porto a conduzir. Acordo passado umas horas e reparo que pela hora já deveria ter chegado ao porto de Valência, mas de momento não via sequer terra à vista. Querendo saber o porque da minha situação, fui falar com um membro da tripulação para me informar do que havia sucedido. Pelo que consegui entender do que me tentou explicar mal e porcamente, houve uma avaria num dos motores do barco e estávamos a andar bem devagar à cerca de algumas horas. Para além disso, já tínhamos oito (8, foda-se!) horas de atraso em relação à hora pré-determinada de chegada. Isto quer dizer que, em vez de chegar ao Porto, depois de umas horas largar de condução, lá pelas seis da manhã iria só chegar depois das catorze horas! Um pouco mais acalorado pelo momento resolvi ir deambular um pouco pelos corredores sinistros e finalmente fui parar à parte exterior do barco para tentar relaxar. Fechei os olhos, inspirei fundo algumas vezes e voltei a abrir o olhos. Fitei o mar durante vinte e tal minutos enquanto me tentava convencer que era inútil ficar muito irritado com isto, pois não havia nada que eu pudesse fazer. Sentia-me preso, impotente e revoltado. Apetecia-me mandar uns valentes bofardos ao imbecil que fez a revisão deste barco antes de ele partir. Como essa pessoa não se encontrava a bordo, tive de me contentar em matar algum tempo, se é que se o pode matar, numa mesa do bar a observar as pessoas que passavam na companhia da minha família. Após repararmos as pessoas que viajavam sós agora formavam grupos que pareciam verdadeiras tertúlias, de termos partilhado as nossas opiniões sobre como esses grupos eram definidos, acabamos por nos ir deitar frustrados na tentativa de viajar no tempo e acelerar o mais possível esta viagem miserável.
Resumindo e concluindo, estive desde as 11:30 de dia 12 de agosto até às 03:02 de dia 13 de agosto retido num barco no mar mediterrâneo. Dezasseis horas da minha juventude, que cada vez me apercebo mais que não é eterna, completamente desperdiçadas! Alguém vai pagar por isto! Iscomar, põe-te a pau seu cabrão, hei-de me vingar desta!
Ou será que isto tudo foi apenas uma questão de azar por hoje ser sexta-feira dia 13?

quinta-feira, agosto 12, 2004

protejam a paisagem e o camandro

No regresso das férias de verão com os meus pais, onde fiz um estudo intensivo juntamente com um estágio na ilha de Mallorca, consegui formular a minha opinião quanto ao topless e ao nudismo em geral praticado nas praias. Do ponto de vista de utilizador, acho muito bem que a malta se descontraia e se ponha à vontade para apanhar os seus banhos de sol como bem entenderem, mas do ponto de vista de observador, acabo por não engraçar muito com o conceito. À primeira vista toda a gente acha graça a ver uns rabos/umas mamas/uns "peluches" ao léu, mas depois de algum tempo já não tem assim tanta graça. Nem os tipos com ar de "...Tudo bem, menes? Bora lá ao café?" me faziam rir com as suas tangas à leopardo. Fartei-me de ver as tristes figuras que tantas pessoas fazem: É penduricalhos sem pelos, rabos com dobras medonhas que até deixam marca do sol no corpo, mamas que vão até ao joelhos, etc. Muito raramente aparece alguém que até vale a pena ver nú, mas na minha opinião ao ver uma rapariga que não conheço completamente despida (cuspida!?) perco grande parte do interesse. Já não a vou tentar imaginar nua, pois já a vi tal e qual ela é, e assim nada fica deixado à imaginação. Penso que isso é errado, pois se eu não imaginar algo antes e a vir logo como é, não tem metade da piada. É comparável a receber uma prenda não embrulhada, algo que a mim tira muito o gozo de a receber. É não fantasiar com o que se vai receber no Natal porque já se viu a prenda que, naturalmente, sabe muito melhor se for surpresa.
Acho que é preferível ver as meninas em bikini ou fato-de-banho porque acaba por funcionar um pouco como arame farpado a fazer de cerca. Protege a paisagem sem a danificar.

sábado, agosto 07, 2004

febre feupsteriana

Este principio de férias de verão acho que já sofri de uma espécie de febre feupsteriana. Infelizmente não sou muito dotado de capacidades de estudo e tenho mais facilidade que o comum mortal em me desconcentrar quando tenho de estudar. Toda a gente que me conhece está ciente deste facto. No verão resolvi levar comigo de férias um livro da editora "ciencia aberta" que me foi oferecido por um grande amigo para ver se me despertava algum interesse por algumas disciplinas que tenho atrasadas. O livro chama-se "cinco equações que mudaram o mundo" e nele está escrito a história da vida dos inventores, se assim se podem chamar, e de como eles chegaram às fórmulas da lei da gravitação universal, da lei da pressão hidrodinâmica, da lei da indução electromagnética, da segunda lei da termodinâmica e da teoria da relatividade retrita que trouxeram ao mundo avanços tecnológicos até agora inigualáveis! Gostei do livro de tal forma que acho que fiquei mais interessado no que ando a estudar. Fiquei até com certa pena de não ter ali comigo o meu material de Fisica dos Estados da Matéria e Electromagnetismo para ler alguns artigos relacionados com as equações que acabei de saber como nasceram. Depois desta febre de altas temperaturas, estamos a falar de uns 35ºC à sombra no minimo, acordo dentro do mar mediterrâneo, a boiar de barriga para o ar e a pensar que devia ter apanhado era sol a mais na cabeça para estar a pensar que gostava de ter aquele material comigo. Acho que no fundo este livro até me deu uma nova prespectiva de como encarar certas disciplinas que são uma seca. Tenho de respeitar uns quantos ciêntistas que fizeram de tudo para apenas trabalhar para o bem da humanidade. Fiquei a saber de amarguras que estes ciêntistas passaram. Como exemplo, o pai de Daniel Bernoulli que foi um cabrão presunçoso ao gamar os livros escritos pelo filho, ainda não publicados na altura, e escrever os dele baseados no do filho plublicando-os como dele. Claro que ele não teria conseguido esta proeza se não tivesse sido o boi do seu protegido Euler a impedir os livros de serem publicados antes dos do pai de Daniel Bernoulli.
Conclusão a tirar:
Há sacanisses que nem com o tempo morrem, dasse!

quarta-feira, agosto 04, 2004

as aparudias ilencem

Fui de férias com os meus pais. Depois de 10 horas no carro, 3 horas à espera do Ferry, mais 10 horas no dito barco e mais 1 hora de carro, chegamos ao destino. Fomos à recepção fazer o check-in, pousar as malas nos quartos e ficamos espantados com os aposentos! Eram espetaculares! Perguntamos como íamos para a praia, enquanto o meu irmão mandava uns mergulhos na piscina e nos mostrava a sua habilidade inata para fazer a baleia branca, e seguimos as indicações. Quando chegamos lá, deparamos com uma praia limpa, com um mar cristalino mas, cheio de gente. À medida que íamos avançando fomos reparando que havia imensos topless à vista. A dada altura o meu imão começa a rir porque tinha visto uma mulher (totalmente) nua. Olhamos com mais cuidado à volta e vimos que havia mesmo muitos "peluches" à vista. O que só comprovava o receio dos meus pais, estávamos numa praia de nudistas e a menina da recepção não nos avisou de nada. Os meus pais quiseram então mudar de local indo um pouco mais para longe. Chegamos a uma zona, onde aparentemente o pessoal não se tinha esquecido do fato de banho em casa, instalamo-nos e fomos dar um mergulho. Entretanto surgiu a seguinte conversa:
«- Já viste? Nesta praia a água é tão limpa que se pode ver os peixes a quilhões de distância!»
- ao que a minha irmã me respondeu, enquanto nos apercebiamos que estávamos em mais uma praia de nudistas:
«- Nesta praia vê-se é muitos quilhões à distância! Este pessoal veio para aqui para assar o chouriço, ou quê?»
Quando voltamos ao hotel estivemos a perguntar na recepção por mais praias para visitar, pois aquela não era muito apropriada para o nosso tipo de familia. A menina da recepção ficou atrapalhada ao saber que nós não sabiamos que era uma praia de nudistas. Talvez tenha achado que o meu irmão como fazia a baleia branca era gajo de querer ficar (totalmente) nú na praia. Pois é, as aparências às vezes iludem...

segunda-feira, agosto 02, 2004

O meu cão é uma máquina de fazer filhos!

Já sei que estou a contradizer o que escrevi ontem mas, hoje venho postar por uma razão muito especial! O meu Goona é pai! A sua namorada, a Cleo, fez vir hoje ao mundo os seus filhotes há muito esperados. Não foram três, nem seis, mas foram onze (11!) cachorrinhos que a cadela trouxe ao mundo! Onze filhos de uma só vez é certamente algo digno de aparecer no livro do Guiness. Estou mesmo a imaginar o artigo:
"Cão desvairado não larga cadela durante uma semana e passado 3 meses nascem 11 filhotes. Sim senhor! É assim mesmo campeão!"
ou então:
"Se já conhece a anedota do galo f#$&lhão, conheça agora a história verídica do cão f#$&lhão!"
Ainda houve gente que o criticou por não ter engravidado a primeira cadela com que esteve junto e até sujaram o nome dele a dizer que ele só mandava tiros-em-seco. Pois bem, caros camelos que pensaram e disseram isso (sim, sr. Fernando Viana também me estou a referir a si!), aqui está a prova que o Goona sabe o que faz e muito bem:


Quem estiver interessado/a num cão/cadela desta ninhada pode contactar a dona da Cleo: 91 7238768
Localização: Lisboa


domingo, agosto 01, 2004

Boas férias para todos

É só para avisar o nosso assíduo leitor que este blog estará encerrado o mês de agosto. Poderá vir cá alguém postar esporadicamente mas, não será diariamente como até agora. Boas férias para todos e todas!