terça-feira, setembro 21, 2004

o caso da última pinga

Sendo esta questão, uma questão que perturba mentes brilhantes há muitos séculos tratarei este assunto o mais seriamente possivel.
Até agora ninguém consegui chegar a alguma conclusão pela qual a última pinga de uma ida ao urinol cai sempre nas cuecas. Esta é mais uma das questões pertinente que confronta a humanidade, tal como a vida noutros planetas. Esta última será revelada brevemente, pois tenho uns parentes que ficaram de vir a minha casa no natal fazer-nos uma visita e quando assim o fizerem vou-os entregar às autoridades competentes. Voltando ao assunto inicial que até já foi mencionado em questão de higiene ou punheta casual, estive a fazer uma pesquisa pela internet a tentar desvendar este mistério da última gota. Encontrei uns métodos que ajudam a evitar a pinga na cueca, mas que não prometem resultados:

Resolvi partilhar este assunto tão intimo porque estou farto de ver pessoal a sair da casa de banho sem lavar as mãos depois de estarem perfeitamente cientes que aquela última gota pode não ter caido nas cuecas mas nas suas próprias mãos. Por favor lavem as mãos ou instalarei um engenho com uma luz intermitente tipo sirene de ambulância, em todas as casas de banho a que tiver acesso, tal como nesta imagem que se segue:

Talvez aí ganhem um pouco de higiene seus badalhocos!

segunda-feira, setembro 20, 2004

Dia de merda

Há dias em que mais valia não me ter levantado da cama. Depois de uma pequena previsão do dia sei que vai haver chatice. Às vezes basta aquele mau pressentimento. Tal como o dia de hoje em que sabia que as aulas começavam.
Felizmente há males que vêm por bem e há males bem piores que os nossos. Porque é que os males dos outros funcionam como atenuantes ao nosso mal não sei, mas essa era uma ideia a explorar. Talvez num futuro proximo...
Deixo-vos hoje uma história que me fez rir e que me animou este inicio de semestre: Dia de merda

domingo, setembro 19, 2004

Último suspiro de férias...

Este ano as festas de ponte de lima correram dentro das espectativas, embora este ano não tenha presenciado uma cena de pancadaria da grossa. Isso não torna as festas melhores, só as estraga. Não percebo qual é a piada de ir para lá armado em galo e criar confusão com pessoas que mal conhecem.
Ainda no ano passado vi algo tipo 20 gajos a correr atrás de 1! Esse único gajo fugiu, saltou um buraco e dos 20 que iam a persegui-lo 15 tropeçaram no buraco! Cena que deixou toda a gente que assistia aquele filme a chorar a rir.
Este ano não houve disso. Foi só o pessoal do costume com a bebedeira do costume, alguns mais que outros, naturalmente. Nessas noites de setembro o que engana, para além daquelas gajas que vão para lá "flirtar" sem querem nada com ninguém, que deve ser a grande maioria das vacas que lá andam, é o tempo! Um gajo sai da residencial com as suas vestimentas a contar com a temperatura que está, vai jantar e quando abandona o restaurante está um frio do camandro porque estamos à beira rio com um nevoeiro cerrado! A diferença de temperatura entre o dia e a noite chega a rondar os 9ºC.
Para apanhar um valente cagaço, após regressarmos a casa, assitimos às noticias que falam sobre 3 pessoas que morreram em ponte de lima, ainda não se sabe porquê, mais 5 que estão hospitalizadas! Só espero que não seja do arroz de sarrabulho, chiça...

Enfim foi o último suspiro de férias para os estudantes! Claro que há sempre aqueles que não têm nada para fazer o ano todo! Para os interessados já estão disponiveis as fotografias de ponte de lima 2004! Divirtam-se a ver as figuras tristes que alguns dos vossos amigos fizeram :)
Aquele bagaço era acido, só pode! Ainda hoje arroto aquela porcaria... Bharglh!

quarta-feira, setembro 15, 2004

Questão pertinente

Gostaria que me respondessem à questão que me fizeram hoje:

"Com toda esta polémica a propósito da clonagem humana, uma grande pergunta urge colocar:
Alguém que tenha relações sexuais com o seu próprio clone: é homossexual, está a masturbar-se ou fodeu-se?"

terça-feira, setembro 14, 2004

Mentir por desporto

Não sei o que escrever sobre o dia de hoje. Bem... por acaso até sei!
Passei o dia sem fazer grande coisa útil para além de ir adiantando um pouco o estudo para um exame que ainda falta mais de um mês e de ter começado a finalizar a web-page para o escritório do meu pai. Lembrei-me então porque esta porcaria ainda não está concluída: Por falta de informação e por falsas promessas de participação da parte dos maioritariamente interessados.
Porque é que as pessoas dizem que vão fazer isto ou aquilo quando no fundo não têm a minima intenção de o fazer? Um fica chato pois nunca mais tem o que pediu e o outro é chateado por ter dito que o fazia. É um pouco como o efeito bola de neve em que o problema adiado vai ganhando uma proporção cada vez menos possível de ser resolvida. Quanto mais se mente, mais dificil será admitir a verdade no fim. A dada altura a mentira acaba se tornar na verdade, é isso? O que me leva ao post de outro dia em que escrevi sobre mentir honestamente que neste caso não seria preciso. Bastava uma curta, simples e honesta negação ao pedido e ao menos não se perdia o tempo de ambas as partes.
Qual a vantagem desta situação, para além do desrespeito mútuo que aumenta? Será tique da profissão mentir ou pensam que virá a ser a próxima modalidade olímpica e por consequência estão a treinar para trazer o ouro para casa? Se for esse o caso conheço uns verdadeiros atletas da treta...

segunda-feira, setembro 13, 2004

tentativas falhadas

Quantas vezes já viram uma rapariga que vos chamasse à atenção e vocês desperdiçaram a oportunidade de ir falar com ela? Vamos considerar aquele milagre de ela até vir falar conosco. De que fala ela? Do tempo! Porque é que as pessoas sem assunto falam do tempo? São todos meteorologistas de repente ou o camandro!? Será que há alguma pessoa que se interesse assim tanto pelo tempo para que umas frases sobre o tempo funcionem como frases de engate?
Acho que o que a malta está a precisar é de um manual de instruções intitulado "como engatar, sem se mostrar desesperado/a". Seria um best seller em dois tempos. Vou fazer alguns telefonemas a pessoas do ofício, verdadeiros machos latinos e mulheres fatais, para ver se estão dispostos a partilhar os seus segredos antes de partirem desta para melhor. De certeza que alguns anseiam que alguém siga as suas pegadas. Junto toda esta sabedoria e faço uma grande bíblia com índice e tudo. Será que ainda consigo contactar o Zéze Camarinha antes de ele ir para a quinta das celebridades?

sábado, setembro 11, 2004

três anos

Foi a primeira que me lembrei hoje ao ver a data. Faz três anos hoje que eu estava a ser acordado por um telefonema, da namorada na altura, para ir ver as notícias a correr. Só se falava disso em imensos canais na televisão nos últimos minutos. Ainda não se sabia se era um acidente ou atentado. Quando ligo a televisão vejo um avião a ir contra um prédio. Perguntei em que canal é que estavam a dar as notícias porque no canal de que ela estava a falar estava a dar um filme. Depois de uns momentos de silêncio, chocado, apercebi-me que afinal aquele era mesmo o canal das notícias e que eu tinha acabado de ver a confirmação do atentado com um segundo avião a atingir o segundo prédio, pois já havia um a fumegar. O que é que estava a acontecer? Só se via pessoas em pânico a fugir no meio da rua, como se houvesse uma invasão alienígena, o trânsito parado e toda a gente a olhar para aqueles dois gigantes de cimento prestes a cair. Como é que Estados Unidos estavam a sofrer um ataque daquela proporção, sendo eles os polícias do mundo? Como é que eles não estavam protegidos contra uma coisa destas com tantos inimigos espalhados pelo mundo? Só pensava que se tivesse sido em Portugal não tínhamos nenhuma hipótese contra qualquer acto terrorista. A minha mãe regressava nesse mesmo dia de Bruxelas e o avião dela era só ao fim da tarde. Será que ainda a iam deixar voltar naquele dia? Sendo Bruxelas uma cidade importante da europa, quase a capital da europa, será que não ia sofrer um atentado também? O atentado que viamos na televisão era a muitos quilómetos dali, mas mesmo assim já se receava um ataque bem mais perto. Foi um dia angustiante para toda a gente.
Li hoje no jornal que 98% dos americanos se lembram exactamente onde estavam nesse dia a assistir a essas mesmas notícias. Os restantes 2% devem sofrer ou de amnésia devido ao trauma ou então estavam em algum ilícito e não podiam dizer onde se encontravam na altura. Tal como aquele divórcio que houve porque o marido recebeu um telefonema da mulher a perguntar onde estava. Ao que ele respondeu: «Onde querias que estivesse? Estou no escritório a trabalhar, claro! Porquê é que perguntas, passa-se alguma coisa?»

sexta-feira, setembro 10, 2004

Piropos mal paridos

Gostei de escrever este título, soa-me mesmo bem.
Gostaria de saber qual é o impulso que leva um trolha a mandar um piropo. Será que por estar num andaime acha que ninguém lá vai mandar-lhe um testo? Os andaimes transmitem essa segurança toda? Ou será que é uma questão de espírito de grupo? («- Se um manda, mandamos todos!») É algo que contagia o grupo a partir do momento em que um dos trolhas manda uma boca? Não sei se é alguma função mental que o resto dos homens perderam por falta de treino, ou se será alguma capacidade especialmente bem treinada nos homens da construção cívil que perderam a capacidade de filtrar certos pensamentos. De qualquer das maneiras acho que daria um optimo programa no National Geographic. Até já estou a ver o título: "A selva urbana vista dos andaimes" (lido em brasileiro soa melhor).
O pior de toda esta história de "mandar o seu piropo", é o falta de oportunismo que os trolhas têm. Às vezes não vos fazia nada mal estarem um pouco mais atentos, repararem se a rapariga/mulher/idosa, a quem vocês vão mandar o piropo, não está a escassos metros de se encontrar com o seu/sua companheiro/a, parente ou o camandro, que tem aquele aspecto de quem acabou de sair da choça, que ainda está um pouco nervoso/a por causa de tudo o que aconteceu lá dentro e está mesmo à espera que alguém o provoque para descarregar tudo isso de uma só acentada. Depois acontece-vos como o outro tipo que caiu dos andaimes por ter falado na altura errada, à pessoa errada que resolveu ir testar a consistência dos andaimes... Estando lá em cima tanto tempo não têm uma melhor visão das pessoas e não as sabem topar à primeira vista? Pensem assim: "Mais vale dois trolhas num andaime (calados), do que um a voar..."

Apesar de tudo o que acabo de escrever não posso deixar de apontar o "best of" de piropos de trolhas que já ouvi, pois alguns são dignos de referência:
"Ai linda, até te punha a chamar pela tua mãe!"
"Contigo, era até encontrar petróleo!"
"Ó princesa, tu comigo eras rainha!"

Quem quiser fazer o seu contributo, faça o favor.

quinta-feira, setembro 09, 2004

O bem do desporto e o mal...

"Deve-se fazer um pouco de desporto todos os dias para manter o corpo saudável..." - Quantas vezes é que já ouviram isso?
Ultimamente ando ter insónias, tenho uma grande dificuldade em adormecer por não me sentir cansado suficiente para dormir. Então como alternativa a remédios para dormir e outras merdas que possam haver que eu não tenha conhecimento, faço algum exercício fisico antes de ir para a cama para ver se ganho algum sono. Obviamente tenho de fazer tudo o mais stealth possivel, pois o resto da malta cá em casa já foi dormir há umas 4 horas atrás, mais coisa menos coisa. Das últimas vezes tenho seguido mais ou menos uma certa rotina. Faço umas elevações e uns abdominais na barra que tenho pendurada na porta do meu quarto de pernas para o ar com o equipamento devido. Repito esta pequena rotina 3 vezes antes de ir dormir. O "perigo" que corro em fazer esta palermice durante a noite é, ter de acordar alguém por algum esforço fisico que faça a mais e não consiga desencaixar da barra depois dos abdominais, porque acho que não consigo sobreviver uma noite de pernas para o ar visto que não sou morcego e o sangue todo do meu corpo se acumula na minha cabeça! Felizmente até hoje isso ainda não aconteceu, mas hoje foi por muito pouco. Já estava a ficar todo taralhoco e cada vez mais "partido" por estar a tentar alcançar a barra depois de umas series de abdominais que resolvi abusar um pouco mais só para ver se conseguia. Este é um dos grandes "problemas" em fazer desporto regularmente é que tentamos sempre superar as marcas já feitas.
Os efeitos do desporto, estou a querer referir-me às endorfinas ou o camandro que é "solto" no nosso organismo após se fazer desporto, acabam por se tornar numa dependência do corpo e que, não sendo satisfeita, não nos deixa ir dormir como quase todos, se não mesmo todos, os vícios! Algo aqui está mal! O desporto é ou não é saudável afinal? A partir de que dado momento é que se torna um vício? Há algo que nos salta do corpo para fora, tipo um tendão ou assim? O limite é quando se dá uma lesão? Foi assim que a Mãe Natureza se lembrou de nos avisar?
«- Ó filho, isso está a doer? Então é porque era para parares mesmo antes desse último esforço. Pronto, deixa lá! Para a próxima vez já vais saber quando parar... ou não!»
Não estou a perguntar como uma pessoa se torna vigorexica nem estou a falar de do ponto de vista de um vigorexico, onde teria de passar 4 h diárias num ginásio a "encher" e sempre que vinha embora a achar que nunca estava bem com o meu corpo. Não se trata de nada dessa cacas psicológicas. É mesmo pura e simplesmente fisico. Não consigo deligar...

terça-feira, setembro 07, 2004

Pac-Man in O'Porto, anyone?

Estava a "pastar" pela casa quando resolvi ir ao computador fazer uma visita aos meus sites habituais. (Não, não são os pornográficos!) Li sobre um site no patanisca e resolvi prestar-lhe uma visita. Pac-man em Manhatten! (Vejam o site que vale a pena.) Após ter lido um pouco sobre o jogo achei que era uma coisa do camandro organizar e jogar cá esse jogo!
Quem alinha nisto? Tenho algumas sugestões para alterações de regras, como por exemplo: usar walkie-talkies em vez de telemoveis para comunicar, etc. Coisas que serão feitas após se juntar alguma malta para jogar.

domingo, setembro 05, 2004

mentir honestamente

Lembrei-me noutro dia do meu décimo ano onde, em filosofia, aprendemos os silogismos. A frase introdutória e enigmática dessa matéria que ouvi da minha professora, a D.Manuela, foi a seguinte: "um mentiroso quando diz que está a mentir, está falar a verdade ou não?".
Pensei nessa frase durante imenso tempo sem obter alguma conclusão, claro. Durante a minha busca por uma resposta a essa pergunta acabei por chegar à conclusão que o melhor a fazer numa situação em que temos de mentir é mentir honestamente. "E como é que se faz isso!?" - perguntam vocês. Muito fácil: Quando me fazem uma pergunta e já estão a prever que eu vá mentir ou que tente mentir, eu não minto. Limito-me a dizer a pura e simples verdade. Deste modo a pessoa que me fez a pergunta desconfortável não fica com a certeza se eu estava a mentir ou não, pois o que lhe disse parece demasiado sincero. Enquanto ela está no meio deste fogo cruzado de dúvidas na cabeça dela lanço mais uma ou outra confusão lá para o meio e, normalmente, o assunto fica resolvido com um curto-circuito mesmo à minha frente.
Tentem em casa a ver se resulta!

Por exemplo:

O Manuel estava em casa com a sua mulher a Rosa. Estavam os dois a assistir à sua novela quando a Rosa pede ao Manuel para ir comprar caracóis para o jantar. O Manuel levanta-se do seu "trono", contrariado, vai buscar a carteira ao bolso do casaco e sai de casa. Pelo caminho resolve parar num bar para beber um copo. Entra, pede a sua cerveja e senta-se no balcão. Passado uns minutos entra um mulherão, daqueles faz toda a gente virar a cara e lança-se ao Manuel. Nem coisa de 30 minutos e já estão os dois no quarto de hotel dela a tratar do assunto. O Manuel acorda passado umas horas, nú ao lado da mulher mais bela que ele alguma vez viu e suspira. De repente olha para o relógio, vê que já são 5 da matina e que a Rosa a esta altura já deve estar lixada à espera. Levanta-se, sem acordar a sua companhia, veste-se a correr, desce as escadas do hotel, mete-se no carro e vai para casa. Quando está a entrar surrateiramente pela porta principal, a Rosa acorda e apanha-o em flagrante a voltar àquelas lindas horas.
«- Ó Manuel onde é que tu estiveste metido até agora, porra?»
«- Olha Rosa, senta-te para eu te contar. Então é assim: Saí para comprar caracóis como tu mandaste, mas resolvi parar no bar para beber um copo. Estive lá sentado até que entrou a mulher mais bonita que eu alguma vi. Veio falar comigo e levou-me o quarto de hotel dela. Estive na cama com ela até agora Rosa! Perdoas-me?»
«- Porra Manuel! Nem mentir sabes! Então foste ao bar, apanhaste uma piela e ainda por cima esqueceste-te da porcaria dos caracóis!?»

sábado, setembro 04, 2004

tentações & maldições

Acordei sobressaltado depois de um sonho, muito influenciado por um livro que ando a ler de momento onde uma senhorita está a ser tentada por uma proposta feita por um demónio.
Sonhei que também tinha sido alvo de várias tentações por parte de vários demónios, e que, estranhamente, eu não tinha socumbido a nenhuma das tentações. (Digo "estranhamente" porque acho que toda a gente tem um pouco de Mal dentro de si à espera da altura ideal para se mostrar. Também acho que existe um pouco de Bem pronto para sair a qualquer momento.) Como resultado de ter negado as várias tentações iria sofrer uma maldição de ver o mundo "desligado" de mim. Ou seja, iria assistir a todo o tempo em que estive vivo, mas de uma forma externa, não tomando qualquer parte no decorrer desse tempo, pois eu já não existia mais. Vi a minha família formar-se sem mim, vi os meus amigos crescerem sem mim, vi várias fotografias de família que me lembrava de ter participado, mas que desta vez eu não constava. Assisti a todas as memórias que tinha da minha vida como se fosse um filme em fast-foward a uma velocidade alucinante enquanto escutava uma voz que me ia atormentado por não ter aceitado nenhuma das propostas que me tinham sido oforecidas como alternativa. Era como se estivesse a sofrer uma lavagem cerebral na qual eu ainda estava a oferecer resistência, pois ainda me lembrava de ter participado em vários momentos a que agora assistia fora do meu corpo. Não queria acreditar que aquilo estava a acontecer e acabei por tomar consciência que estava a sonhar. Tive a oportunidade de poder gozar do sonho, consciente de que estava a sonhar e por isso fazer o que quisesse sem me preocupar minimamente com as consequências dos meus actos. Mais engraçado ainda foi que, passado algum tempo de estar naquele estado semi-consciente, consegui imaginar-me com poderes especiais como voar. Voei pelo céu azul imenso tempo, mas de repente um dos seres que tinha visto anteriormente nesse sonhoapareceu ao meu lado, mudando todo o cenário onde me encontrava no momento anterior para uma espécie de masmorra com pouca luz, onde eu estava preso a uma cadeira. Falou-me numa lingua que não entendi, mas que não me pareceu muito estranha. Após algum tempo a tentar comunicar comigo, vendo que eu não entendia, deu-me um choque eléctrico que me pareceu tão real que até acordei. A minha primeira reacção a este sonho foi: «- Poooooorra, este tipo parece aqueles portugas a tentar explicar o caminho a um estrangeiro que não compreende a lingua lusa: "O SENHOR NÃO PERCEBE PORTUGUÊS? ENTÃO EU EXPLICO DE NOVO!"» - isto dito aos altos berros, claro! Até aquele demónio era estúpido demais para me tentar explicar o que ele queria por gestos!?
Fiquei ainda um tempo sem conseguir adormecer a pensar o que havia para interpertar deste sonho e a pensar como às vezes os sonhos parecem demasiado reais. Os sonhos devem ser das coisas mais estranhas de entender, dasse!

sexta-feira, setembro 03, 2004

Mr. Wood a.k.a. Power Erguido

Trata-se de um fenómeno perfeitamente normal em qualquer rapaz, mas ainda há pessoas que acham estranho. Claro que essas pessoas ou são raparigas muito ingénuas (- «O que se passa contigo!? Isso está sempre assim? Então pendura-me a carteira...») ou fazem-se de parvas (- «O que é isso que tens no bolso?»). Todos os rapazes "sofrem" disso. Digo "sofrem" porque de certeza que todos os rapazes já estiveram em algum tipo de situação, em que não era apropriado, com a tenda montada.
Por exemplo:
Vais à praia com as amigas, adormeces e quando acordas é com o Power Erguido. De um momento para o outro uma delas pergunta-te se queres dar um mergulho e tu dizes que sim e tal... Depois de alguma concentração, quando vês que não tens mesmo nenhuma hipótese de ganhar o duelo com o Mr. Wood, esperas que essa amiga desvie o olhar, desatas a correr para o mar e dizes que o último a chegar é urso. Ao menos, lá é frio e acalmam-se os animos... isso pensas tu! Às vezes com o frio acaba por gelar e aí é que nunca mais se desliga o motor!
Vá lá sejam honestos, quantas vezes isto já vos aconteceu?
Sugiro que a partir de agora não se disfarce mais! Se tivermos o "azar" de isso nos acontecer em público, devemos reagir normalmente e não disfarçar minimamente. Se alguém nos avisar que estamos com o Power Erguido podemos reagir da seguinte forma:
- «Sim e depois!? Estavas à espera que o cortasse para disfarçar, é!?»
Claro que se esta situação acontecer numa praia de nudistas vamos parecer uns novatos na praia...

quinta-feira, setembro 02, 2004

Mais um...

Estamos a chegar ao fim de mais umas férias de verão e por volta desta altura fico sempre um pouco tristonho por achar que devia ter aproveitado o meu tempo de férias de maneira mais inteligente. Acho que me esqueci de fazer algo estas férias que passaram, mas não sei o que foi. Por outro lado não me arrependo minimamente do tempo que estive de papo para o ar na praia, a nadar no mar, etc... Acaba por ser um misto de emoções que se contradizem não me levando a lado algum. Ainda por cima o inicio das aulas aproximam-se a largos passos e começo a ficar um pouco mais nervoso só de pensar que vem aí mais um ano lectivo. Mais um verão a passar por mim, o mês e meio mais rápido do ano, que ainda não acabou, mas já deixa muitas saudades... Até para o ano grupos de amigos à apanhar sol na mona, meninas decapotáveis, bikinis na praia... Que saudades que vou ter de todos vocês...

quarta-feira, setembro 01, 2004

Penúltima festa

Hoje é a penúltima festa de partir a loiça a que vou estas férias grandes. O dia de aniversário da minha irmã que junta sempre uma malta do caraças para fechar o verão vá em casa. Há sempre bons amigos cá embora outros não possam comparecer, o barril para matar a sede, campeonatos de matrecos/bilhar/etc e muita conversa para por em dia com aqueles amigos que não vemos o verão todo. Nas duas últimas "edições" desta festa houve umas palermices engraçadas. Desde pessoal com a farda que fica pior-que-um-chapéu-de-um-trolha® e tem comportamentos de partir a rir às cara dos meus pais que acordam para ir trabalhar, vão ao jardim e vêm aquela malta toda ainda ali de cervejola na mão às 9 da matina a abanar o capacete. Como será de esperar este ano terá de ser pelo menos tão porreiro como nos anos anteriores. E vai ser... :)

quinta-feira, agosto 26, 2004

confusões desnecessárias

No verão, é normal ir sair com os amigos à noite e cometer algumas loucuras. Pensando melhor, não é só no verão, mas o ano todo. Nessas noites há sempre uns copos em excesso que estão a fazer companhia à comida de algum gajo, seja já no chão ou ainda no estômago. Neste último caso, os copos tendem a entropeçar os neurônios, quase que como possuindo a pessoa em questão. Essa pessoa acaba por ter comportamentos que mais tarde não se recordará, como por exemplo: gamar uns cinzeiros, escondê-los nas calças, dançar a noite toda com eles ali "escondidos" e flasha-los à rapariga que esteja mais à mão de semear. Nesse caso essa menina fará o "favor" de notificar os seguranças, que claramente são daquele tipo que dizem "Nós, seguranças somos pessoas muito sensíveis. Nós procuramos algo especial nas pessoas. Resumindo em duas palavras: classe, estilo e charme" do contéudo das calças. Com este panorama montado está visto que este aparato todo só pode dar merda... e deu.
Resumindo e concluindo, um conselho: Tem mais juízo porque os seguranças com aquele físico não vão ter contigo para conversar e pedir com bons modos. Pegam em ti e põem-te na rua antes que te apercebas o que se está a passar. Com sorte, não levas uns bananos no céu da boca durante o processo. Com azar, acontece-te o que cada vez se torna mais vulgar, levas um porradão de meia-noite e ninguém vê nada, claro!

quarta-feira, agosto 18, 2004

chalaça número 2

A Terese este verão fez um térérése...

sexta-feira, agosto 13, 2004

encarcerado no meio do mar num dia de azar

Fui-me deitar para descansar e fazer a viagem de Valência ao Porto a conduzir. Acordo passado umas horas e reparo que pela hora já deveria ter chegado ao porto de Valência, mas de momento não via sequer terra à vista. Querendo saber o porque da minha situação, fui falar com um membro da tripulação para me informar do que havia sucedido. Pelo que consegui entender do que me tentou explicar mal e porcamente, houve uma avaria num dos motores do barco e estávamos a andar bem devagar à cerca de algumas horas. Para além disso, já tínhamos oito (8, foda-se!) horas de atraso em relação à hora pré-determinada de chegada. Isto quer dizer que, em vez de chegar ao Porto, depois de umas horas largar de condução, lá pelas seis da manhã iria só chegar depois das catorze horas! Um pouco mais acalorado pelo momento resolvi ir deambular um pouco pelos corredores sinistros e finalmente fui parar à parte exterior do barco para tentar relaxar. Fechei os olhos, inspirei fundo algumas vezes e voltei a abrir o olhos. Fitei o mar durante vinte e tal minutos enquanto me tentava convencer que era inútil ficar muito irritado com isto, pois não havia nada que eu pudesse fazer. Sentia-me preso, impotente e revoltado. Apetecia-me mandar uns valentes bofardos ao imbecil que fez a revisão deste barco antes de ele partir. Como essa pessoa não se encontrava a bordo, tive de me contentar em matar algum tempo, se é que se o pode matar, numa mesa do bar a observar as pessoas que passavam na companhia da minha família. Após repararmos as pessoas que viajavam sós agora formavam grupos que pareciam verdadeiras tertúlias, de termos partilhado as nossas opiniões sobre como esses grupos eram definidos, acabamos por nos ir deitar frustrados na tentativa de viajar no tempo e acelerar o mais possível esta viagem miserável.
Resumindo e concluindo, estive desde as 11:30 de dia 12 de agosto até às 03:02 de dia 13 de agosto retido num barco no mar mediterrâneo. Dezasseis horas da minha juventude, que cada vez me apercebo mais que não é eterna, completamente desperdiçadas! Alguém vai pagar por isto! Iscomar, põe-te a pau seu cabrão, hei-de me vingar desta!
Ou será que isto tudo foi apenas uma questão de azar por hoje ser sexta-feira dia 13?

quinta-feira, agosto 12, 2004

protejam a paisagem e o camandro

No regresso das férias de verão com os meus pais, onde fiz um estudo intensivo juntamente com um estágio na ilha de Mallorca, consegui formular a minha opinião quanto ao topless e ao nudismo em geral praticado nas praias. Do ponto de vista de utilizador, acho muito bem que a malta se descontraia e se ponha à vontade para apanhar os seus banhos de sol como bem entenderem, mas do ponto de vista de observador, acabo por não engraçar muito com o conceito. À primeira vista toda a gente acha graça a ver uns rabos/umas mamas/uns "peluches" ao léu, mas depois de algum tempo já não tem assim tanta graça. Nem os tipos com ar de "...Tudo bem, menes? Bora lá ao café?" me faziam rir com as suas tangas à leopardo. Fartei-me de ver as tristes figuras que tantas pessoas fazem: É penduricalhos sem pelos, rabos com dobras medonhas que até deixam marca do sol no corpo, mamas que vão até ao joelhos, etc. Muito raramente aparece alguém que até vale a pena ver nú, mas na minha opinião ao ver uma rapariga que não conheço completamente despida (cuspida!?) perco grande parte do interesse. Já não a vou tentar imaginar nua, pois já a vi tal e qual ela é, e assim nada fica deixado à imaginação. Penso que isso é errado, pois se eu não imaginar algo antes e a vir logo como é, não tem metade da piada. É comparável a receber uma prenda não embrulhada, algo que a mim tira muito o gozo de a receber. É não fantasiar com o que se vai receber no Natal porque já se viu a prenda que, naturalmente, sabe muito melhor se for surpresa.
Acho que é preferível ver as meninas em bikini ou fato-de-banho porque acaba por funcionar um pouco como arame farpado a fazer de cerca. Protege a paisagem sem a danificar.

sábado, agosto 07, 2004

febre feupsteriana

Este principio de férias de verão acho que já sofri de uma espécie de febre feupsteriana. Infelizmente não sou muito dotado de capacidades de estudo e tenho mais facilidade que o comum mortal em me desconcentrar quando tenho de estudar. Toda a gente que me conhece está ciente deste facto. No verão resolvi levar comigo de férias um livro da editora "ciencia aberta" que me foi oferecido por um grande amigo para ver se me despertava algum interesse por algumas disciplinas que tenho atrasadas. O livro chama-se "cinco equações que mudaram o mundo" e nele está escrito a história da vida dos inventores, se assim se podem chamar, e de como eles chegaram às fórmulas da lei da gravitação universal, da lei da pressão hidrodinâmica, da lei da indução electromagnética, da segunda lei da termodinâmica e da teoria da relatividade retrita que trouxeram ao mundo avanços tecnológicos até agora inigualáveis! Gostei do livro de tal forma que acho que fiquei mais interessado no que ando a estudar. Fiquei até com certa pena de não ter ali comigo o meu material de Fisica dos Estados da Matéria e Electromagnetismo para ler alguns artigos relacionados com as equações que acabei de saber como nasceram. Depois desta febre de altas temperaturas, estamos a falar de uns 35ºC à sombra no minimo, acordo dentro do mar mediterrâneo, a boiar de barriga para o ar e a pensar que devia ter apanhado era sol a mais na cabeça para estar a pensar que gostava de ter aquele material comigo. Acho que no fundo este livro até me deu uma nova prespectiva de como encarar certas disciplinas que são uma seca. Tenho de respeitar uns quantos ciêntistas que fizeram de tudo para apenas trabalhar para o bem da humanidade. Fiquei a saber de amarguras que estes ciêntistas passaram. Como exemplo, o pai de Daniel Bernoulli que foi um cabrão presunçoso ao gamar os livros escritos pelo filho, ainda não publicados na altura, e escrever os dele baseados no do filho plublicando-os como dele. Claro que ele não teria conseguido esta proeza se não tivesse sido o boi do seu protegido Euler a impedir os livros de serem publicados antes dos do pai de Daniel Bernoulli.
Conclusão a tirar:
Há sacanisses que nem com o tempo morrem, dasse!